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22 Novembro de 2018 | 00h57 - Actualizado em 22 Novembro de 2018 | 00h56

Cacuso e Cangandala lideram queimadas anárquicas

Malanje - Os municípios de Cacuso e Canganda constituem as zonas da província com registo de mais queimadas anárquicas provocadas por cidadãos comuns, sobretudo caçadores furtivos, alegadamente como factor de sustentabilidade das suas famílias.

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A informação foi avançada segunda-feira à Angop, nesta cidade, pelo director do Gabinete Provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários, José Neves António, referindo que essa prática é feita para a caça de animais e desenvolvimento da agricultura de subsistência.

Lembrou que se trata de uma actividade que afecta o sistema ecológico, mas que vem reduzindo significativamente na província, fruto das acções de sensibilizações e educação ambiental levadas a cabo pelo seu pelouro, daí que hoje se regista com maior impacto apenas nesses dois municípios.

Disse que a educação ambiental para a redução das queimadas e seus efeitos, tem sido feita através de palestras e outras actividades nas escolas e junto das autoridades tradicionais e das comunidades, no sentido de se expandir mensagens sobre os prejuízos causados pelas queimadas ao sistema ecológico e com isso reduzir e quiçá acabar com as mesmas.

O responsável apontou como consequências das queimadas as erosões hídricas e eólicas, dando lugar as ravinas, para além da ceifa indiscriminada de espécies animais, inclusive proibidas de abate.

Aliado a essa preocupação, de acordo com o director José Neves António, está a caça furtiva, pelo que urge continuar a promoção da educação e sensibilização sobre os efeitos desse fenómeno, razão pela qual será lançada na segunda quinzena de Dezembro deste ano, uma campanha contra esse mal.

Denominada “Operação Dezembro”, segundo o responsável, a campanha vai decorrer de 15 de Dezembro a 15 de Janeiro de 2019, envolvendo vários fiscais que terão a missão de controlar as zonas propensas de caça furtiva, sobretudo as reservas, com destaque para o Parque Nacional de Cangandala, habitat da Palanca Negra Gigante.

Disse que a jornada terá apoio das administrações municipais e das próprias comunidades na denúncia dos prevaricadores, uma vez que o Gabinete Provincial do Ambiente não dispõe de fiscais suficientes para contrapor a acção dos caçadores e surge da necessidade de evitar o habitual abate massivo de animais por altura da quadra festiva.

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