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06 Dezembro de 2018 | 15h14 - Actualizado em 06 Dezembro de 2018 | 15h13

Parques da Mupa e Cameia com carência de infra-estruturas

Luanda - Os Parques Nacionais da Mupa e Cameia, localizados nas províncias do Cunene e Moxico, respectivamente, apresentam maiores debilidades em termos de infra-estruturas de apoio ao funcionamento dos sítios naturais em causa no país.

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Parque Nacional da Cameia

Foto: Liliana Ramos Lisa

Os parques têm poucas infra-estruturas administrativas, nomeadamente núcleo da gestão, número reduzido de fiscais, viaturas e equipamentos.

O director-geral do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), Aristófanes Pontes, que falava à imprensa no final da Conferência Internacional de Reservas e Parques, afirmou que, para mudar o cenário, o Executivo está a promover acções de recuperação das áreas de conservação, quer de parques nacionais, quer das reservas, alguns deles numa fase avançada em termos de estruturas administrativas.

Sem avançar o número de fiscais distribuídos em cada uma das 14 áreas nacionais de conservação, o responsável aponta, em contrapartida, para a necessidade de cinco mil efectivos.

De acordo com Aristófanes Pontes, cada parque necessita de um máximo de 500 efectivos, em virtude da sua dimensão.

Trata-se de nove parques nacionais, um parque regional e quatro reservas integrais e parciais.

O director-geral revelou existir protocolo com entidades estrangeiras, que têm surgido por intermédio de alguns projectos, tendo modelos de gestão pública, privada e público-privado.

Para tal, estão a actualizar os instrumentos legais, a fim de se poder direccionar esse tipo de gestão, para se saber como gerir os parques.

Quanto à invasão dos perímetros dos parques e reservas naturais, o responsável confirma a existência de casos de comunidades dentro e fora  das áreas de conservação, considerando-se habitual, face à realidade angolana, apesar de ser anormal para locais do género.

Para se cobrirem situações do género, considera necessária a realização de campanhas de sensibilização e políticas de inserção dessa população na gestão das áreas, trabalho de educação ambiental, capacitação das comunidades e fornecimento de equipamentos, a fim de se mudarem esses hábitos negativos.

Parque Nacional da Mupa

Declarada Reserva em 1938, especificamente para a protecção da subespécie angolana de girafa, girafa camelopardalis angolensis, a Mupa foi elevada à categoria de Parque Nacional em 1964.

Ecossistemas e condições naturais

O Parque Nacional da Mupa situa-se na zona de transição entre os Biomas de Brachystegia e Árido do Sudoeste. Cerca de 40 por cento dos seus 6.600 quilómetros quadrados estão integrados no primeiro dos referidos biomas, caracterizados por mata densa de Brachystegia de grande porte, com faixas de capinzal sobre as linhas de drenagem. A zona sul é constituída por solos de drenagem pobre, com mata de Colophospermum bem desenvolvida.

Não tem infra-estruturas para a gestão e fiscalização. No seu interior, contaram-se 134 aldeias, com pelo menos 18 mil habitantes e ainda grandes fazendas com equipamentos modernos.  

Parque Nacional da Cameia

Situado a cerca de 125 quilómetros da cidade do Luena, província do Moxico, o Parque Nacional da Cameia foi primeiramente estabelecido, em 1935, como Reserva de Caça e elevado a Parque Nacional em 1957, tendo os seus limites sido ajustados. Ocupa 14.450 quilómetros quadrados das vastas planícies de inundação sazonal na bacia do Zambeze.

Ecossistemas e condições naturais

O Parque Nacional da Cameia situa-se no Bioma de Brachystegia, com ecossistema de pastagens inundáveis, de prado e do planalto arenoso de Loudetia.

Tem uma rede hidrográfica densa, constituída pelos rios Luena, Luangueje e as lagoas Cauamba, Calundo e Chaluvanda. As extensas planícies de inundação periódica completam esta rede e fazem com que o Parque albergue diversas espécies de mamíferos, particularmente de antílopes.  

A sua grande fauna é constituída, principalmente, por animais como leão, hiena malhada, leopardo, chita, hipopótamo, potamochero, palanca vermelha, songue, nunce, cacu, oribi, sitatunga e tchikolokossi.

Assuntos Angola  

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