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06 Março de 2018 | 19h05 - Actualizado em 07 Março de 2018 | 12h32

Palanca Negra continua em risco de extinção - Frederico Cardoso

Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, afirmou hoje (terça-feira), em Luanda, que apesar dos resultados animadores do trabalho efectuado em prol da Palanca Negra Gigante, o país ainda não atingiu o estágio de não-retrocesso aos riscos de extinção desta espécie.

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Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso

Foto: Francisco Miudo

"O quadro é alarmante e parece-nos natural que a nossa atitude não se compadeça com a passividade. É preciso  que ajamos de modo concertado e agora",  disse Frederico Cardoso, quando se referia ao número da população deste animal, que actualmente está estimado em 200, controlados no Parque Nacional de Cangandala e na reserva integral do Luando.

Falando no acto de abertura do Workshop sobre o programa de protecção da Palanca Negra Gigante, Frederico Cardoso defendeu a necessidade de se trabalhar na identificação das acções necessárias para assegurar a conservação deste animal, bem como na reestruturação dos ecossistemas perturbados nos habitats críticos que as sustentam.

"No quadro da protecção desta espécie, que consta no Anexo I da Convenção sobre o Comércio Internacional das espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção, serão envolvidos cidadãos nativos no esforço  desta iniciativa presidencial", referiu.

Nesta fase de  emergência em prol deste programa, acrescentou, é necessária a constituição de equipas de gestão, aquisição de  equipamentos e meios de transporte para o patrulhamento, construção de postos avançados e bases de apoio, meios de comunicação por parte dos  fiscais.

"São necessidades que temos de satisfazer e desafios que  pretendemos vencer de modo articulado, unindo os recursos e a vontade dos poderes públicos com a disponibilidade do know-how, a solidariedade e o engajamento  de todas as entidade", sublinhou.

Frederico Cardoso, que é também o coordenador do Comité Executivo para o Acompanhamento e Reforço  da Implementação das Medidas de Protecção e Conservação da Palanca Negra Gigante, acredita que com o envolvimento de todos  estarão  criadas as condições para que, a partir do cacimbo  de 2019, seja possível que os  angolanos e estrangeiros possam observar o animal em seu habitat natural.

No Parque Nacional de Cangandala existe uma manada com mais de 60 animais em condições aceitáveis e na reserva integral do Luando cerca de 140 animais, que diariamente são vitimas de caça furtiva com armadilhas e armas de fogo, além das queimadas e outros perigos.

Assuntos Ambiente   Fauna  

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