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09 Maio de 2018 | 03h57 - Actualizado em 10 Maio de 2018 | 13h27

Ministério prevê criar ponto contacto "denúncia derrame"

Luanda - Um ponto contacto, denominado "denúncia derrame", para ajudar a mitigar a tempo, junto as operadoras petrolíferas, questões de impacto de eventuais derrames que podem afectar comunidades locais e a biodiversidade marinha será criado em breve pelo Ministério do Ambiente, soube-se terça-feira.

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Cabinda : Floresta do - Maiombe

Foto: Liliana Ramos Lisa

Plataforma Petrolífera

Foto: Google - divulgação

A decisão resulta de um encontro entre a ministra do Ambiente, Paula Francisco, e o director- geral da Unidade Empresarial Estratégica da África Austral da Cabinda Gulf Oil Campany Limitada, John Baltz.

De acordo a nota recebida, as duas instituições, concordaram em reforçar  a colaboração  existente, há anos, com trabalhos sobretudo na prevenção e montagem de sistema de alertas para que mais rapidamente se possa proteger  e salvaguardar as espécies da fauna e da flora.

De referir que, será partilhado com o Ministério do Ambiente, informação relacionada a estatística  e registos diversos baseados em boas práticas, cuja meta por parte da Chevron Angola, é  de cada vez mais a aplicação de medidas de exploração.

Tais ocorrências tem afectado drasticamente o ecossistema do Parque Nacional do Maiombe (Cabinda) nas mais variadas vertentes, em particular da biodiversidade marinha, com destaque para a baleia.

Durante o encontro foi abordada a questão relacionada com a adaptação de um novo sistema  de gestão operacional, a identificação  de parâmetros de segurança relativos às estatísticas para baixa ocorrência de derrames.

Técnicos do Ministério do Ambiente e especialistas do Centro  de Análise de Poluição Ambiental (instalado em Cabinda)  realizarão, em breve, uma  visita de constatação a unidade operacional de  Malongo.

Ficou recomendado que o ministério realize, proximamente, uma reunião técnica com o comité de derrames,  para avaliar a questão dos derrames de forma mais integrada  com o sector petrolífero.

Na lista das recomendações consta a realização de um workshop promovido pelo Ministério do Ambiente, em parceria com a Chevron, para abordar  aspectos  relacionados com metodologias na base da prevenção de derrames, um  assunto que poderá constituir uma nova plataforma de diálogo entre as suas  instituições.

Ainda terça-feira, Paula Francisco reuniu com o ministro da  Agricultura e Floresta, Marcos Nhunga, com quem falou sobre a proposta do  regulamento florestal.

Foi acolhido de  bom grado questões  relacionadas com as espécies valorizadas, como é o caso do “pau preto” e outras espécies que foram descritas e elevadas no Anexo I da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção (Cites), sua retirada para o comércio a nível do mercado florestal.

Assim, criou-se uma equipa técnica de ambas as  instituições, por forma a rever a proposta do regulamento, uma vez que as questões ligadas ao impacto  ambiental e sua certificação se encontram inseridas e  aceites pelo Ministério da  Agricultura e Florestas.

“Prevê-se uma nova era de colaboração em torno dos indícios de trabalho que advêm da Unidade dos Crimes Ambientais, olhando para o recurso florestal como um recurso valorizado,  sobretudo os que se encontram na lista vermelha a ser publicado ainda este ano”, lê-se no documento.

Assuntos Poluição  

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