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17 Julho de 2018 | 19h18 - Actualizado em 17 Julho de 2018 | 19h18

Angola e África do Sul estudam transferência de 40 elefantes

Menongue - O Ministério do Ambiente, o Fórum dos Combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale (FOCOBACC) e ex-militares do ex-exército sul-africano (SADF), vão trabalhar, até ao mês de Novembro do ano em curso, na transferência de 40 elefantes para Angola.

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Arquivo: MANADA DE ELEFANTES

Foto: Zita Gonçalves

Os elefantes terão como ponto de recepção central o município do Cuito Cuanavale, para posterior repovoamento nos parques do Cuando Cubango e do Mupa (Cunene) e Bicuar (Huíla).

Desde esta segunda-feira, estão a trabalhar dois ex-militares do ex-exército sul-africano (SADF), denominada por “Equipa Unidade e Amizade”, acompanhados por peritos do ministério do Ambiente.

Em declarações à imprensa, o director do projecto de transferência, Jasper Cloete, avançou que numa primeira fase irão trazer dez elefantes ao Cuando Cubango a título definitivo, que contarão com 20 fiscais ambientais que irão aferir a adaptação dos animais ao novo habitat.

Segundo o responsável, para que o projecto se torne uma realidade será necessário desminar cerca de mil a dez mil hectares para o repovoamento de animais, sobretudo de elefante, bem como a criação de fazendas de caça.

Considerou ser um projecto que não irá trazer benefícios no que diz respeito a transferência de elefante, mas também abrirá oportunidades de emprego para 80 jovens e contribuir para o desenvolvimento das populações.

Jasper Cloete disse que dentro do projecto não se vai apenas estabelecer a protecção dos animais, mas abranger indústrias, campos agrícolas, fazendas, parques para criação de animais, entre outros projectos, visando proporcionar o desenvolvimento socioeconómico da província.

Recordou que Angola é o principal alvo da caça furtiva nos últimos anos, perdendo cerca de 10 porcento dos elefantes anualmente, daí a necessidade urgente de se ter áreas de protecção ambiental.

Por isso, defendeu a necessidade de se criar um ambiente em que a população participe do projecto, para que haja simbiose entre a urgência de proteger os animais para se combater a caça furtiva.

Lembrou que há 60 anos Angola possuía maior concentração de elefantes a nível do continente africano e circulavam sem nenhum impedimento nos países vizinhos, sublinhando que as reservas naturais são muito importantes para o desenvolvimento do turismo, no sentido de alavancar o Produto Interno Bruto Nacional (PIBN).

Na sua óptica, o PIB angolano proveniente do turismo está em média global dos 19 a 20 porcento e com um ecoturismo mais estabelecido, o que pode atrair mais turistas estrangeiros para Angola nos mais variados sectores.

Informou que, antes de se trazer os animais foi primeiro necessário interagir com a comunidade local, por serem os parceiros do governo, passando informações dos benefícios a serem obtidos com a execução do importante projecto.

De referir que, no passado mês de Maio do ano em curso, uma comitiva em que  integrava ex-militares de ambos os países constatou as  áreas do Rundo (Namíbia), passando pelas localidades de Savete, Caiundo, Cuito Cuanavele, Menongue, Cutato, Cassinga, Mupa, Calueque, Xanxongo e Cahama.

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