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23 Julho de 2018 | 10h39 - Actualizado em 23 Julho de 2018 | 10h39

Produção de carvão devasta áreas florestais no Cunene

Ondjiva - O abate indiscriminado de árvores para produção de carvão tem contribuído para devastação de áreas florestais no Cunene, afirmou o chefe da brigada provincial de Desenvolvimento Florestal, Abel Alcino Zamba.

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Abate indiscriminado de árvores periga florestas

Foto: Tarcisio Vilela

Em declarações hoje (segunda-feira) à Angop, o responsável disse que na província não existe qualquer cidadão licenciado para produção e comercialização do carvão, mas a actividade é exercida de forma ilegal por camponeses.

Segundo Alcino Jamba, as vias Ondjiva/Xangongo, Cahama/Xangongo, Ondjiva/Cuvelai e a orla fronteiriça são as mais atingidas pelo abate de árvores para tal prática.

Referiu que a acção resulta do pouco poder financeiro de certas famílias que vivem do fabrico do carvão, mas que deve ser compensadas com o repovoamento de outras árvores.

“Devido às característica da população, a produção e comercialização do carvão tornou-se numa das principais fontes de receitas de muitas famílias, uma vez que 75 porcento dos habitantes do Cunene residem no meio rural e  tem por preferência o uso da lenha e do carvão como fontes de energia para cozinhar“, acrescentou.

Outro fenómeno, sustentou, deve-se ao abate de árvores como material de fabrico de residências, cerco de quintais, currais e grande dimensões de campo agrícola, fomentando a desflorestação.

Apesar de ser uma exploração de subsistência, acrescentou que o IDF dispõem de uma política de contenção deste mal, através do trabalho desenvolvido em parceria com as autoridades tradicionais na sensibilização nas comunidades, através de palestras e  encontros para consciencializar a população.

Afirmou que a melhor forma de gestão florestal é a reposição das plantas devastadas, de modo a contribuir para amenizar o ambiente e reduzir a quantidade de radiação que atinge o solo.

Acrescentou que tem sido difícil controlar o índice de transgressões florestais devido ao deficit de pessoal qualificado, uma vez que o sector conta apenas com 13 fiscais para contrapor estas práticas.

Assuntos Ambiente   Flora   Província » Cunene  

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