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30 Janeiro de 2019 | 11h06 - Actualizado em 30 Janeiro de 2019 | 11h06

Engenheiro ambiental defende melhorias na recolha do lixo no Lobito

Lobito - O engenheiro ambiental Isaac Sassoma alertou, esta quarta-feira, que a recolha dos resíduos sólidos na cidade e nas zonas periféricas do Lobito, na província de Benguela, carece de melhorias urgentes, de forma a evitar doenças causadas por vetores, como a malária.

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Lixo toma conta de algumas ruas da cidade do Lobito

Foto: José Cachiva

Falando à imprensa, a propósito do estado actual do saneamento básico no Lobito, o também mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente defende uma gestão eficiente dos resíduos e pede que as autoridades locais tracem novas estratégias para mitigar os problemas do lixo acumulado na via pública da cidade e dos bairros.

Considerando que o saneamento básico e saúde pública andam de mãos dadas, o especialista em ambiente vê no tratamento adequado do lixo uma forma para as autoridades combaterem a propagação dos mosquitos que todos os anos causam elevados casos de malária no município do Lobito.

“O estado de saneamento básico na cidade do Lobito é péssimo (…) a nossa sorte é que [neste ano] cai menos chuva”, observou Isaac Sassoma, apontando para existência de muitos problemas neste âmbito, desde a recolha do lixo ao sistema de drenagem das águas pluviais.

Lixo nas ruas do Bairro São João  

Um dos exemplos é o Bairro São João, arredores da cidade do Lobito, onde as condições de saneamento são descritas como “desumanas” e que se degradam cada vez mais, levando a que os moradores, sem soluções, coloquem o lixo nas ruas, como explicou o engenheiro ambiental, visivelmente agastado com a situação.

A seu ver, se bater uma chuva forte hoje, os bairros do Lobito, entre os quais a Canata, ficam intransitáveis, tudo porque não há um sistema de drenagem operacional. Daí, o índice elevado de malária todos os anos, devido à propagação do mosquito.

Criticando a inércia tanto das autoridades, quanto da sociedade diante do problema do lixo no Lobito, o engenheiro ambiental assegurou que, mais do que combater a venda de frescos ou outros produtos no mercado informal, é preciso repensar em como mudar o actual quadro do saneamento básico na região.

Isaac Sassoma ressaltou que uma melhor gestão do lixo trará reflexos nas condições de saúde de milhares de famílias no município, por isso, há necessidade de todos trabalharem, de mãos dadas, tendo como meta principal o bem-estar e o desenvolvimento sustentável e harmonioso.

Professor dos institutos superiores politécnicos Católico e Jean Piaget, ambos de Benguela, o especialista em ambiente ainda acrescentou que os resíduos sólidos ou líquidos hospitalares produzidos nas unidades sanitárias da província têm tido destino inadequado, o que é um risco para saúde pública.

Perante o cenário que se vive, Isaac Sassoma acredita mesmo que o Lobito já perdeu o estatuto de sala de visitas de Angola.

Entretanto, a 18 de Janeiro deste ano, a Administração Municipal do Lobito recebeu da parte do Governo Provincial de Benguela um camião compactador, um camião porta-caçamba e 40 contentores de 1.100 litros, para dar resposta aos problemas da recolha irregular, levando a acumulação de lixo na cidade e periferia.

Naquela ocasião, o administrador municipal, Nelson Joaquim da Conceição, admitiu que os meios entregues eram insuficientes ainda, por causa da crescente pressão populacional. Mesmo assim, esperava uma ligeira melhoria na recolha do lixo na zona baixa e alta da cidade portuária.

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