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03 Fevereiro de 2019 | 14h58 - Actualizado em 03 Fevereiro de 2019 | 14h51

Administração do Mussulo retira centenas de quilos de lixo

Luanda - A administração comunal do Mussulo, município do Talatona, em Luanda, começou hoje, domingo, a retirar centenas de quilos de resíduos sólidos e pequenos animais mortos, provenientes da foz do rio Kwanza e do continente, lixo transportado pela chuva de sexta-feira.

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Ilha do Mussulo

Foto: Cedida à Angop

Em consequência do lixo, uma tartaruga marinha, com mais de 50 centímetros de casco, foi encontrada morta numa praia do Mussulo e, segundo fonte da Policia Fiscal, uma das principais causas de morte da tartaruga pode ter sido a ingestão de lixo, pois pedaços de plástico ou outro resíduo encontrados na água servem de alimentação dos animais.

Devido ao estado em que se encontram as praias, o governador de Luanda, Sérgio Rescova, deslocou-se ao Mussulo onde foi informado que a limpeza da orla vai durar entre quatro a cinco dias, sendo uma situação cíclica que ocorre nos períodos de Fevereiro a Abril.       

Do embarcadouro até ao Mussulo, centenas de “ilhas de lixo”, que se formaram depois da chuva, podem ser vistas no mar e segundo explicações de ambientalistas, a água da chuva carregou o lixo urbano através das valas de drenagem, rios e das próprias ruas, seguiram o seu curso até ao mar e devido as correntes marinhas acabaram nas praias do Mussulo.  

A administradora do Talatona, Njila de Carvalho, adiantou que o município possui muitos rios e valas de drenagens, com destaque para o Rio Cambamba, que começa em Viana, passa pelo Kilamba Kiaxi, Praia da Micha, levando grande quantidade de lixo até ao mar.

Afirmou que trabalho de sensibilização continua a ser feito para que os populares não atirem o lixo para as valas e quanto aos locais que não possuem contentores, a administração, em colaboração com a empresa de limpeza, disponibiliza os recipientes.  

Entretanto, o Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Resíduos (ANR), Monteiro Lumbo, afirmou que actualmente Luanda produz por dia mais de oito mil toneladas de lixo, produto esse que se for bem gerido deixará de ser um problema.

Segundo o PCA da ANR, que tem como incumbência regulamentar a actividade de concessão de serviço público na área do lixo e executar a política de gestão de detritos, actualmente pelo menos 10 empresas estão interessadas em trabalhar na reciclagem de lixo.

Já Destino de Sousa, director dos Serviços Comunitários do GPL, afirmou que para reduzir o impacto das chuvas foram desassoreadas, em Janeiro, as valas de drenagem do Malueca, Olímpio Macuéria, Porto pesqueiro, Zango, Kifica e Cazenga Cariango.  

“Estamos com intenção de implementar um plano que consiste em tapar as valas de drenagens com redes específicas para evitar que o lixo seja levado para os rios ou que pelo menos chegue no mar com o mínimo possível de resíduos”, adiantou.

No entanto, o administrador comunal do Mussulo, Mário Júdice, referiu que a parte sul da península ainda contem lixo, mas as outras zonas já foram limpas e estão disponíveis para receber os turistas.

Mário Júdice afirmou que as “ilhas de lixo” que estão no mar vão dar nas praias do Mussulo nos  próximos dias e que durante uma semana o trabalho será intenso, mas a administração  continua a trabalhar contando com o apoio dos proprietários dos resorts existentes na península.

A ilha do Mussulo, com 45 quilómetros lineares, é uma península estreita e comprida situada a alguns quilómetros a sul de Luanda, uma das suas margens está virada para o continente, formando uma baía com várias dezenas de quilómetros. A outra margem, a contra-costa, batida por ondas suaves, abre-se para as águas quentes do Atlântico.

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