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07 Maio de 2019 | 14h33 - Actualizado em 07 Maio de 2019 | 14h33

Ambientalista desaconselha construção de aterros sanitários

Benguela - O engenheiro ambiental José Brás da Silva defendeu hoje, terça-feira, nesta cidade, que o melhor e mais fiável sistema de eliminação de resíduos sólidos urbanos é o da reciclagem, antecedida da selecção e tratamento dos materiais.

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Aterro Sanitario

Foto: Angop

Em declarações à Angop, sobre a proliferação de lixo nos arredores das cidades do litoral da província de Benguela, o ambientalista desaconselhou a construção e manutenção de aterros sanitários, porque considera ser ineficaz a eliminação físico-mecânica dos resíduos sólidos.

Na mesma senda, adiantou que o referido sistema (físico-mecânico) não é 100 porcento amigo do ambiente, porque os aterros sanitários são depósitos de resíduos que possuem lacunas em termos de protecção do ambiente, uma vez que permitem a infiltração de chorume (líquido que liberta gás metano) no subsolo, contaminando os lençóis freáticos.

“Além dos gases neles produzidos, que têm efeito estufa e são demasiado nefastos”, enfatizou.

Apontou como solução para a limpeza das cidades, a gestão científica dos resíduos, ou seja, o tratamento adequado e consequentemente a valorização dos materiais constantes nos resíduos. “Isso começa com a recolha selectiva dos resíduos sólidos urbanos, vulgo lixo, e a educação cívica e ambiental das populações.

José Brás da Silva informou que os resíduos sólidos podem ser reciclados através dos processos de separação, transformação, desintegração, decomposição e incineração, que, além de tudo, asseguram a preservação ambiental, designadamente a preservação das espécies (fauna e flora) e a protecção do ar, solo, subsolo e corpos de água.

O ambientalista informou que as autoridades governativas da província de Benguela conhecem as soluções apresentadas para o problema do saneamento urbano, cuja implementação carece de meios financeiros e de vontade política.

“A limpeza urbana depende fundamentalmente da educação dos cidadãos, para que possam ter comportamentos dignos, respeitem as regras de convivência urbana, e de vontade política”, disse.

Na sua óptica, a aposta na reciclagem garantiria a criação de milhares de postos de trabalho directos e indirectos, potenciando, desta forma, o aumento da riqueza nacional.

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