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05 Junho de 2019 | 20h56 - Actualizado em 05 Junho de 2019 | 19h59

Mais de 13 especiéis animais e vegetais em extinção no Uíge

Uíge - Mais de 13 espécies, entre animais e vegetais, estão em extinção, na província do Uíge, devido principalmente a realização anárquica de queimadas constantes nas zonas florestais e rurais e caça furtiva por parte das populações, revelou hoje (quarta-feira), o chefe do Departamento Provincial do Ambiente, Francisco Vuia.

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Segundo o responsável, por ocasião do 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, estas más práticas afectam negativamente a Biodiversidade e estão a fazer com que 28 outras espécieis, entre animais quáticos e não aquáticos e plantas, estejam igualmente em ameaça de extinção, e 110 outras de animais e vegetais, em risco de desaparecer.   

Entrevistado pela Angop por ocasião da data, o engengeiro ambiental apontou a gazela, preguiça e algumas aves e plantas, como a do Safu, como sendo algumas espécies que estão em vias de extinção, exemplificando o caso deste fruto comestivel na região que não é replantado, justificou.

Diante da situaçção, exorta a evitarem as queimadas nas florestas, para se ter um ambiente, cada vez mais sustentável, e se combater a desflorestação e caça furtiva, acções que acarretam inúmeras consequências para o meio, como a destruição da Biodiversidade e dos solos, que são os grandes recursos para à Agricultura, principal fonte de alimentação das comunidades rurais.

Francisco Vuia acrescenta ainda que tal fenómeno costumeiro está a empobrecer à fauna e a flora no Uíge, visto que muitas espécies, entre animais e plantas, estão a desaparecer na província, em particular, e no país, de uma forma geral.

“Se a população insistir em queimar às florestas muitas dessas espécies animais correm o risco de se abrigar noutros sítios, pois que, com estas prácticas, estamos a destruir a terra, os micros organismos que fertilizam os solos e a eliminar os animais que habitam neste ecossistema, afugentando-os para outras zonas”, referiu.

A respeito, o chefe de Departamento defende a necessidade da colaboração urgente e  constantes das autoridades tradicionais, religiosas, organizações não-governamentais, estudantes e toda a população nas acções viradas a elevar à consciência dos cidadãos sobre à importância de não se fazerem as tais queimadas anárquicas e tratar correctamente do lixo, para o bem da saúde das populações.

Já o chefe do Departamento de Ciências da Natureza do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), no Uíge, professor Ramos Bento Francisco, manifesta igualmente à sua preocupação pelas queimadas anárquicas que se registam em vários pontos da província, o que tem causado danos à vida animal e vegetal da região.

Segundo o interlocutor,  “temos registado na província muitas queimadas, lixo em qualquer ponto da cidade, ravinas, abates de árvores, caça furtiva, entre outros males que prejudicam à Natureza, o que preocupa a comunidade académica”, apontou Ramos Fernando.

O professor reafirmou ainda que algumas plantas no Uíge estão ameaçadas porque só são despovoadas e não devolvidas ao solo, apontando como exemplo à funbua e outras folhas comestível e medicinais, que são retiradas e não replantadas.

A data, que foi instituída na abertura da Conferência de Estocolmo (Suécia) sobre Ambiente Humano, a 5 de Junho de 1972, está a ser celebrada na província sob o lema ”Sustentabilidade Ambiental para uma Angola Próspera e de Progresso Social”, estando a realizar-se várias actividades para saudar a efeméride.

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