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10 Junho de 2019 | 14h49 - Actualizado em 10 Junho de 2019 | 15h10

Parque Regional de Chimalavera pode ascender à nacional

Lobito - O actual Parque Natural e Regional de Chimalavera, 20 quilómetros a sul da cidade de Benguela, pode vir a ascender à categoria de nacional, caso o Ministério do Ambiente aprove uma proposta do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, soube a Angop.

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Animal num parque nacional (arquivo)

Foto: Angop

Segundo a chefe de departamento do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Marta Zumbo, a ideia de elevar a Chimalavera à categoria de parque nacional deve-se ao facto de ter características próprias, nomeadamente de estar situado numa zona montanhosa rodeada de várias extensões de estepes, junto ao rio Coporolo e do mar, proporcionando uma beleza paisagística aprazível.

Marta Zumbo adiantou que esta proposta saiu de um encontro que juntou, neste fim-de-semana, no parque de Chimalavera, técnicos da instituição afecta ao Ministério do Ambiente e os administradores dos nove parques nacionais.

A responsável justifica, embora sem apontar datas concretas, a proposta do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação ao Ministério do Ambiente com a necessidade de incentivar um melhor aproveitamento do potencial do parque de Chimalavera na perspectiva do turismo ecológico.

Além disso, acrescentou que os participantes propõem ainda a extensão do parque até ao rio Coporolo, bem como o repovoamento de espécies animais que existiam anteriormente, como  zebras, kudus e cabra das pedras, numa primeira fase.

Já o chefe de departamento das Áreas de Conservação, Miguel Xavier, aponta como vantagens da ascensão do parque, a recepção mensal de cerca de dois milhões de kwanzas que servirão para a compra de meios de trabalho, alimentação, construção de infra-estruturas e formação.

Com uma extensão de 150 quilómetros quadrados, o Parque Natural e Regional de Chimalavera, que na língua nacional umbundu significa acabar com doenças, segundo os sobas (autoridades tradicionais), está a ser apoiado pela empresa Imogestim que, no quadro de uma parceria com o Ministério do Ambiente, investiu em infra-estruturas de apoio ao eco turismo, como bungalôs e instalações para os guardas-fiscais, além de bebedouros para abastecer água aos animais e alimentação para os demais trabalhadores.

Em contrapartida, esta empresa leva ao parque turistas hospedados no Hotel Terminus, no Lobito, sob sua gestão, para apreciarem a beleza das paisagens, bem como os animais existentes no parque, como as cabras de leque, porco-espinho, galinhas do mato, entre outros.

Do encontro, que se realiza todos os anos, participaram os administradores dos parques nacionais de Maiombe (Cabinda), Cangandala (Malange), Kissama (Luanda), Cameia (Moxico), Yona (Namibe), Bicuar (Huila), Mopa (Cunene), Mavinga (Cuando Cubango) e Luengue Luyana (Cuando Cubango).

Os técnicos do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação têm reunido todos os anos com os administradores dos nove parques nacionais com a finalidade de avaliar as dificuldades encontradas nestes locais e arranjar soluções para as ultrapassar, principalmente a presença de caçadores furtivos.

O Parque Natural e Regional de Chimalavera é constituído por planícies elevadas, rodeadas por montanhas mais ou menos escarpadas e com altitudes que variam entre os 50m e os 265m.

A cobertura vegetal é escassa e constituída por vegetação herbácea rasteira e arbustos espinhosos, ideal para os núcleos de cabra de leque (Antidorcas marsupialis) aí existentes. Dado o seu clima semi-desértico, é notória também a presença de primatas em pequenos aglomerados, após quedas pluviométricas e formação de riachos de água doce.
 

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