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21 Agosto de 2019 | 02h17 - Actualizado em 21 Agosto de 2019 | 16h15

Suíça: Combate ao comércio de carne de caça pode reduzir pressão à fauna

Genebra (Da enviada especial) - O controlo e combate à caça e o comércio de carne de animais de grande, médio e pequeno porte, em várias regiões de Angola, pode contribuir na redução da pressão sobre a biodiversidade, por parte dos caçadores furtivos, afirmou a especialista nesta área, Tamara Ron.

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Animal Abatido em caça furtiva

Foto: Angop

Tamara Ron que participou terça-feira, em representação de Angola, no grupo de trabalho que abordou o referido assunto na 18 ª Conferência das Partes sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Selvagem (COP18), afirmou que o comércio de carne de caça e seus artefatos constitui uma das principais ameaças à biodiversidade.

No seu entender, as comunidades rurais devem ser inseridas em programas de conservação da fauna e flora para que se reduzida a pressão às espécies, muitas delas em vias de extinção.

“A caça em Angola não é selectiva, animais de grande, médio e pequeno porte são abatidos por caçadores furtivos, muitos para comercialização da carne ”, disse.

A especialista advogou a necessidade de as comunidades dos centros urbanos e arredores deixarem de comprar a carne de caça para desencorajar os caçadores e vendedores.

Revisão das Convenções

A representante da Autoridade Científica de Angola, Esperança Costa, que também representou o país em grupos de trabalho ligado à plantas, lembrou que as metas de Aichi, resultantes da Conferência das Partes realizada em Nagoia, estabeleceram o plano estratégico da biodiversidade para 2011/2020, contendo 20 propósitos conhecidos como “ Metas de Aichi”, que destaca a redução da perda da fauna e flora selvagem, como a questão central.

“A questão ligada à perda da biodiversidade permanece, daí a necessidade de serem revistos os objectivos ligados à Convenção das CITES e CDB”, defendeu Esperança Costa, admitindo a existência de convergência entre os dois acordos.

Lembra que a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) é um acordo a nível mundial, entre governos, para a conservação das espécies, o uso racional dos seus componentes e que visa assegurar uma justa e equilibrada partilha dos seus benefícios.

Ao discursar no encontro, Inger Andersen, director Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, referiu que o mundo está a perder espécies a uma taxa nunca vista antes.

As populações de mamíferos, répteis, anfíbios, aves e peixes caíram 60 por cento entre 1970 e 2014, de acordo com a oficial das Nações Unidas.

Disse que o relatório do IPBES descobriu que “se não tomarmos medidas, estamos prestes a perder neste século pelo menos um milhão das quase oito milhões de espécies na Terra”.

A delegação de Angola na COP18, que decorre até o dia 28 deste mês, tem estado a participar em grupos de trabalho dos constituídos comités das "plantas e animais" e em sessões plenárias.

Assuntos Biodiversidade  

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