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31 Janeiro de 2020 | 16h46 - Actualizado em 31 Janeiro de 2020 | 17h10

Especialistas apontam educação para sustentabilidade ambiental

Benguela- A necessidade da introdução de uma cadeira curricular, a partir do sistema do ensino primário, sobre as vantagens da protecção do meio ambiente se afigura como uma via capaz de mitigar a médio e longo prazos a difícil situação ambiental que se regista no país, defenderam esta sexta-feira especialistas ambientais.

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Falando à Angop a propósito do 31 de Janeiro, Dia Nacional do Ambiente, o ambientalista Paulo Kessongo defende que o Ministério da Educação deve fazer constar uma disciplina específica que fale destas questões, pois quanto mais cedo se incutir estes valores aos alunos melhor será a educação ambiental das sociedades.

Afirmou que a província de Benguela que se conheceu nas décadas de 80 e 90 transfigurou-se pela negativa, o que torna a situação muito séria, a julgar pela quantidade de resíduos sólidos expostos pelas ruas, sem que alguém encontre uma saída satisfatória, situação que, em parte, se deve também a falta de educação ambiental dos munícipes.

Já Domingos Kissongo, outro ambientalista, pensa que o governo deveria apostar no ressurgimento de organizações não governamentais, como a Juventude Ecológica de Angola, a Acção Agrária Alemã (AAA), a Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), com pendor e vocação ambiental, investindo em pequenos projectos que o Estado poderia financiar.

Para o ambientalista João Rodrigues Ruben Cavita, embora não exista um estudo estatístico, nota-se que a situação ambiental da província não é boa e carece de um estudo mais sério, partindo daquilo que constitui o básico – a educação ambiental.

Admitiu que a educação formal dada nas escolas sobre o ambiente tem sido fraca, por isso deve ser potenciada, para além de se investir também na educação informal das comunidades.

Mais de duas mil e quinhentas toneladas de resíduos sólidos/mês são recolhidas do casco urbano de Benguela.

Cuando Cubango

O director em exercício do Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários no Cuando Cubango, Osvaldo Bartolomeu, defende maior participação da população nas acções de preservação e protecção do meio ambiente, para salvaguarda do bem-estar social do ser humano e da biodiversidade.

O responsável defendeu esta posição no final da campanha provincial de consciencialização e educação ambiental “Zero sacos plásticos no Cuando Cubango”.

Segundo o responsável, é importante que a população esteja consciencializada para proteger o meio ambiente de maneiras a se reduzir o número de cortes de árvores anárquicas, queimadas, bem como acabar com a caça furtiva.

O Gabinete Provincial do Ambiente está a trabalhar para uma maior interacção de informações nos mercados formais e informais, escolas, igrejas e comunidades, de maneira abonar a eficácia do controle e monitorização ambiental.

Lunda Sul

Nesta província, o director do Gabinete do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários, Carlos Ferreira, sublinhou que só desta forma estariam a contribuir para  o desenvolvimento  do  meio ambiente e o crescimento sustentável do bem-estar das populações.  

Explicou que tais práticas ainda preocupam as autoridades da província, porque prejudicam em grande medida o meio ambiente, com o abate indiscriminado de árvores, de animais e a poluição dos rios.

Para Carlos Ferreira, a preservação da fauna e da flora é tarefa e dever de toda a sociedade, sendo os sobas elementos importantes, por conhecerem melhor nas comunidades os praticantes de abate indiscriminado de árvores e da caça ilegal, dai que devem ser os primeiros a denunciar os infractores.

Malanje

Na terra da Palanca Negra Gigante, o primeiro secretário provincial da JMPLA, Dilangue Baião, disse que a juventude é chamada a contribuir para a preservação do ecossistema e participar na busca de soluções que reduzam a degradação do meio ambiente.

Fez saber que a humanidade, actualmente, está orientada no sentido de encontrar políticas económicas que visam mitigar os fenómenos meteorológicos, catástrofes naturais ligadas a erosão da biodiversidade, com vista a se melhorar as condições ecológicas para a sobrevivência de todos seres vivos.

Por sua vez, o ambientalista Edgar Ndala disse que a reciclagem dos resíduos sólidos é um processo mais avançado que merece mais investimentos do Estado angolano.

Cunene

Nesta localidade, a jornada foi marcada com a plantação de 400 árvores, entre acácias rubras e limoeiros, no município de Ombadja, no âmbito do Projecto "Cunene mais árvores, mais vida".

O projecto coordenado pelo Gabinete Provincial do Ambiente, em parceria com as administrações municipais, prevê plantar 50 mil árvores até Dezembro deste ano e 230 mil mudas até 2022, nos municípios do Cuanhama, Cuvelai, Curoca, Ombadja, Namacunde e Cahama.

Na ocasião a vice-governadora para o sector Político, Social e Económico no Cunene, Soraya Mateus Kalongela, disse que o projecto de plantação de árvores, representa o compromisso do Executivo de melhorar a qualidade do ambiente e de vida da população.

O município de Ombadja, que dista a 97 quilómetros da cidade de Ondjiva, conta desde 2010 com um viveiro com capacidade de produzir 480 mil mudas diversas por ano, que são vendidas a população e distribuídas as administrações municipais para plantação.

Namibe

Nesta província, a chefe do departamento do Ambiente, Yolanda Napoleão, manifestou-se preocupada com a exportação ilegal de grandes quantidades de carvão para a República vizinha da Namíbia, fenómeno que tem contribuído para a devastação florestal.

Yolanda Napoleão, que não avançou as quantidades de carvão exportado para este país vizinho, afirmou que tal afirmação é fruto das denúncias feitas pelos fazendeiros das localidades afectadas, tendo salientado que as espécies para o fabrico de carvão tem sido o “ Mutuati”, árvore que sofre mais abate no interior da província.

Para assinalar a data estão a ser realizadas diversas actividades pelo país.

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