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22 Abril de 2017 | 13h19 - Actualizado em 22 Abril de 2017 | 13h19

Moxico: Camanongue esquece ruínas e ruma ao crescimento sustentável

Camanongue - Após cinco anos da realização das últimas eleições gerais (em 2012), o município de Camanongue, província do Moxico, registou ganhos consideráveis que se repercutem, positivamente, no processo do desenvolvimento socioeconómico, esquecendo as ruínas do passado, rumo ao crescimento sustentável.

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Moxico: Nova Central da Barragem

Foto: Kinda Kyungu

Moxico: Obras da barragem

Foto: Luena

(Por Eusébio Fonseca)

Conhecido por “Buçaco” na era colonial, Camanongue foi fundado a 13 de Dezembro de 1961, tendo assinalado, num passado recente, momentos difíceis decorrentes do conflito armado interno que dilacerou o país durante três décadas, mas hoje começa, paulatinamente, a renascer dos escombros da guerra.

A região, à semelhança de outros pontos da província afectados directa ou indirectamente pelas consequências do conflito armado, tem-se transformado num celeiro agrícola.

A Administração Municipal, apesar da crise financeira que Angola atravessa, projectou novos rumos ao sector da Agricultura, que passam pelo apoio com instrumentos de trabalho às 200 famílias camponesas organizadas em cooperativas, para minimizar, desta feita, a fome no seio da população, mercê das suas potencialidades e solos férteis que incentivam os naturais à produção agrícola em grande escala.

Comparativamente aos anos anteriores, agora a realidade é outra, consubstanciada na implementação de vários projectos sociais gizados pelo Governo Provincial do Moxico e assumida pela Administração Municipal na perspectiva de melhorar, cada vez mais, a qualidade de vida dos nativos e dos visitantes.

Educação prospera com formação de novos quadros

Segundo o director local da Educação, Henrique Salomão Pasta, o sector está saudável, pois as actividades ocorrem sem sobressaltos, a julgar que, no decorrer do último quinquénio, não houve destruições de estabelecimentos de ensino nem tão pouco a interrupção de aulas.

Satisfeito com a paz que Angola goza, o responsável comparou esta época com a era da colonização. “Antes da independência nacional, em 1975, existiam, na circunscrição, oito escolas com 16 salas de aula. Já no período 2008 – 2012, foram construídas seis com 50 salas de aula, enquanto, nos últimos quatro anos, foram erguidas cinco novas com 41 salas de aula, perfazendo um total de 107 salas de aula de carácter definitivo e 90 provisórias, absorvendo 17 mil e 662 alunos da iniciação ao II ciclo do ensino secundário”, fez saber.

Henrique Pasta informou, igualmente, que o município conta com 368 professores que garantem o funcionamento das escolas e deixam a região sem alunos fora do sistema normal de ensino e aprendizagem.

Lembrou que há três anos os estudantes do II ciclo do ensino secundário deixaram de se deslocar ao Luena, capital da província do Moxico, para dar continuidade aos estudos, devido à existência de uma escola com 14 salas de aula, equipada com laboratórios dos cursos de Biologia, Química e Física, que proporcionam a formação de novos quadros de ensino médio na região.

Saúde contará com hospital de referência  

O director municipal da Saúde do Moxico, Manuel Mupila, revelou que a circunscrição contará, nos próximos tempos, com um hospital municipal de referência, com espaço para albergar 70 camas.

“As obras encontram-se ligeiramente atrasadas e, quando forem concluídas, a unidade sanitária irá melhorar significativamente a assistência médica e medicamentosa à população e descongestionar o actual centro existente desde 2008”, explicou o responsável.

Manuel Mupila esclareceu, inclusive, que actualmente a população é assistida através de um centro de saúde com 23 camas, além de 10 postos sanitários espalhados pelos bairros e povoações, cujos serviços são assegurados por cinco médicos clínicos gerais, auxiliados por 24 enfermeiros.

O responsável lamentou o facto de os recursos humanos ainda serem ínfimos e acrescentou que os esforços têm sido envidados para humanizar os serviços hospitalares da população, fundamentalmente no meio rural, onde a assistência médica e medicamentosa ainda não se faz sentir.

Fez saber que, no período de 2008 a 2012, o município de Camanongue contava com apenas um centro de saúde provisório, com duas camas de internamento e dois técnicos de saúde, sem auxílio de médicos especializados.

Barragem de Tchihumbwé traz soluções de energia

Quanto ao fornecimento de energia eléctrica, de acordo com o chefe de secção da Energia e Águas, José Brito, a situação será resolvida em breve, depois da construção da subestação de transformação de energia para o aproveitamento hidroeléctrico do Tchihumbwé, erguida na localidade do Dala (Lunda Sul) e inaugurada no dia 5 de Abril do ano corrente.

A água potável, apontou José Brito, beneficia mais de oito mil cidadãos residentes na sede municipal e nos bairros periféricos, fruto da existência de seis sistemas de captação, tratamento e distribuição do líquido.

Agricultura, Comércio e Vias de Circulação

No domínio dos sectores da Agricultura e Comércio, a Administração Municipal de Camanongue conta com economia de subsistência, baseada na agricultura, que constitui actividade fundamental da população, bem como a madeira, uma das potencialidades económicas da região que bem explorada poderá colmatar as principais necessidades básicas da população local.

Na municipalidade, o comércio é exercido pelos pequenos comerciantes ambulantes que verão, nos próximos dias, a actividade facilitada, devido à inauguração do segundo balcão do Banco de Poupança e Crédito (BPC), que prevê apoiá-los com créditos para estimular os seus negócios.

A rede comercial é ainda exercida de forma tímida, está composta por 12 cantinas, cujos pequenos comerciantes clamam por concessão de créditos bancários, com vista a contribuir para o engrandecimento da actividade na municipalidade.

Neste momento, o movimento financeiro é realizado através da existência da única dependência do BPC, que poderá ser auxiliada com a abertura, em breve, de um outro balcão do referido banco, cujas obras se encontram em fase conclusiva.

Eduardo Garcia Manuel, 19 anos de idade, comerciante de refrigerantes, afirma que, caso haja ajuda em créditos bancários, poderá ter a possibilidade de aumentar o negócio e empregar mais jovens na sua cantina.

A circulação rodoviária na circunscrição ficou facilitada com a reabilitação e a ampliação da Estrada Nacional 180, que liga a cidade do Luena à localidade (Camanongue) e desta às províncias da Lunda Sul, Lunda Norte e Luanda, passando por Malange e Cuanza Norte.

O troço possibilita, igualmente, os agricultores na transportação das mercadorias a partir da cidade do Luena, aumentando, assim, as perspectivas de instalação na sede municipal de novos estabelecimentos comerciais e outros serviços, que concorrem para a melhoria das condições de vida dos mais de 32 mil habitantes.

Agricultura garante segurança alimentar das famílias

O administrador municipal de Camanongue, Zaqueu Isaac, aconselhou os camponeses organizados em associações e cooperativas agrícolas a diversificarem as suas culturas, tendo em vista o aumento da oferta de produtos alimentares à população.

O edil fez saber que parte dos camponeses produz apenas a mandioca e o milho, descurando outras culturas, como o amendoim, o inhame, o feijão, as batatas doce e rena, bem como hortícolas e citrinos.

Para o responsável, é preciso que os homens do campo abdiquem da prática da agricultura de subsistência, com vista a permitir criar e escoar os excedentes aos mercados de referência, para obter maiores rendimentos.

Garantiu que a administração municipal continuará a apoiar os camponeses com sementes e instrumentos de trabalho, no âmbito do programa local de combate à fome e redução da pobreza.

“Temos orientado os agricultores locais, para que deixem de fazer a produção direccionada apenas para o sustento familiar, devem, igualmente, diversificar os produtos e alargar os campos de cultivo, a fim de que haja excedentes alimentares maiores”, aconselhou.

O município de Camanongue controla mil famílias camponesas, distribuídas em 10 associações agrícolas, duas cooperativas e 52 pequenos produtores que tencionam colher, na campanha agrícola 2017/2018, mais de 30 toneladas de milho e mandioca.

O município conta, ao mesmo tempo, com um dos maiores projectos agro-industriais da província, denominado “Camaiangala”, com 18 hectares de terra, produzidos há três anos de forma experimental, que iniciou em Novembro de 2016 com a plantação de 200 hectares de soja e 800 de milho.

Sector social e habitação

O sector social, na qualidade de mola impulsionadora para o desenvolvimento de qualquer região, tem registado evolução significativa com a construção, reabilitação e apetrechamento de várias infra-estruturas de impactos sociais, como escolas, hospitais, centros e postos de saúde, esquadras policiais, residências para os quadros, entre outros.

O director municipal dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, José António, declarou que o sector atende a mil e 643 ex-guerrilheiros e a 300 pessoas vulneráveis que se beneficiam de bens alimentares e instrumentos de trabalho para a prática da agricultura de subsistência.

José António reconheceu haver antigos combatentes que sacrificaram as suas vidas para o alcance da independência e da paz efectiva, mas que não beneficiam da reforma do Estado, solicitando-os a apresentar os comprovativos militares, para a sua inserção no sistema financeiro.

O director da Secção do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente de Camanongue, João Basílio, informou que a região conta com 100 residências do subprograma de construção de 200 fogos habitacionais, das quais sessenta (60) já estão habitadas, consumando, desta forma, o sonho da casa própria por parte da população, mormente da juventude beneficiada.

Em fase de crise, explicou que empreendimentos sociais como escolas, sistemas de água potável e unidades sanitárias estão em carteira. Tão logo termine a desaceleração financeira, a Administração Municipal irá desenvolver tais acções para a satisfação das necessidades básicas dos habitantes.

No âmbito do programa de autoconstrução dirigida, implementado desde 2010 pelo Executivo, João Basílio afirmou terem sido distribuídos, no ano passado, 104 talhões de terreno à juventude local, no sentido de estimular o sonho da casa própria, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).

Jovens auguram futuro promissor

A juventude de Camanongue reconhece o desenvolvimento social e económico que a região ganhou nos últimos quatro anos e tencionam contribuir para a consolidação do programa da oferta dos serviços sociais básicos à população, à luz do programa local de combate à pobreza.

O secretário municipal do Conselho da Juventude, Octávio Camuenhi Chissanhino, declarou que, em fase da realização do pleito eleitoral, pretende mobilizar os jovens filiados nesta organização e não só, para participarem de forma ordeira e patriótica no processo de consolidação da democracia e da unidade entre os angolanos.

O responsável reconheceu haver tolerância política e desenvolvimento nos mais variados segmentos da vida a nível do município, bem como direitos de opinião entre os cidadãos e liberdade de circulação para os angolanos.

Octávio disse, igualmente, que o Conselho da Juventude, representado no município desde 2015, com mais de 50 membros, sensibiliza os jovens a empenharem-se nas actividades que visam a reconstrução da localidade para um futuro risonho.

O jovem camponês Nelson Tchipita, 24 anos, revelou que pretende ampliar a sua produção nas lavras, onde trabalha desde 2013, cultivando mandioca e milho para garantir o sustento da família e contribuir para a diversificação da economia.

“Não consigo emprego nas instituições do Estado, por esta razão desenvolvo actividades no campo, para garantir, principalmente, a formação e o sustento dos meus dois filhos”, frisou Nelson, reconhecendo a preocupação do Governo com o bem-estar social das populações rurais.

Isaías Romeu Tchiliata, 24 anos, igualmente camponês, corroborando a opinião de Nelson, afirmou que a agricultura tem garantido o sustento alimentar da família, face ao momento de desaceleração financeira que o país atravessa.

Para o nosso interlocutor, a melhor forma de minimizar a crise financeira no seio da população é o estado continuar a incentivar os agricultores, apoiando-os com instrumentos de trabalho e sementes para aumentar a produção e escoar os produtos para os maiores centros de consumo.

Elisa Carla, 18 anos, estudante de uma escola do II ciclo do ensino secundário, ressaltou o empenho da administração local na criação de condições aceitáveis nos estabelecimentos de ensino, desde as carteiras, quadros pretos a materiais didácticos.

“É necessário continuar a haver maior interesse de investimento do Governo no sector da Educação, aumentando mais salas de aula e professores, sobretudo no meio rural, visto ser uma das áreas que mais carecem destes serviços”, reforçou.

Já Eurico Kossengue, professor da primária, defendeu a necessidade de o Governo implementar o ensino das línguas angolanas, para melhor se conservar a cultura e os hábitos que caracterizam o povo Bantu.

O docente considerou que a implementação do programa da Reforma Educativa, em 2008, veio melhorar, cada vez mais, o sistema curricular, contribuindo para a redução considerável de crianças fora do sistema normal de ensino.

“Trabalhávamos antigamente com o ensino vigente (limitado), agora estamos a trabalhar com a Reforma Educativa (generalizado) e pensamos que estamos a caminhar bem quanto à excelência no sector da Educação”, argumentou.

Políticos divergem-se nas opiniões

“O MPLA continua firme e maduro, tendo em vista os vários desafios políticos, económicos, sociais e culturais que ultrapassou”, disse o seu primeiro-secretário municipal em Camanongue (Moxico), Zaqueu Isaac.

O responsável justificou que, desde a sua fundação, a 10 de Dezembro de 1961, o partido nunca claudicou, sempre se encontra firme e preparado para vencer qualquer batalha eleitoral, fruto da dinâmica e do empenho dos seus quadros a todos os níveis.

Lembrou que, encerrado o período do registo eleitoral a 31 de Março, agora as atenções estão viradas para as urnas. Os militantes, simpatizantes e amigos do partido maioritário encontram-se convictos dos desafios do país, que passam pela conquista da vitória no pleito de Agosto próximo.

O político aconselhou o povo angolano a estar calmo quanto ao período de desaceleração que o país atravessa. O mesmo esclareceu que “não é o MPLA que provocou a crise financeira, mas, sim, uma situação global que derivou da queda do barril do petróleo no mercado internacional”.

Na sua óptica, a união entre a população na produção de bens necessários contribuirá para a minimização da crise financeira, tendo repudiado a atitude de alguns dirigentes políticos que fazem discursos contraditórios sobre o desenvolvimento de Angola, na perspectiva de enganar e ofuscar o que já foi feito.

Já o segundo-secretário municipal da UNITA, Joaquim Afonso Sagudja, admitiu que a sua organização goza de boa saúde e tenciona, caso ganhe o pleito eleitoral de 2017, fazer mudanças estruturantes ao município, que passam pela melhoria e aumento da qualidade dos serviços públicos existentes.

O dirigente político solicitou aos órgãos que organizassem o pleito eleitoral para realizarem eleições justas e transparentes, de modo a reforçar o processo de consolidação da paz, unidade e de democratização do país.

Sobre o processo de diversificação da economia nacional, Joaquim Afonso advogou a necessidade de o Executivo reforçar o apoio aos camponeses organizados em cooperativas e associações agrícolas, para que possam aumentar os indicadores da produtividade.

Exaltou o empenho do Executivo na melhoria da qualidade de vida dos angolanos, mas exigiu que fosse feito mais no ramo da construção de novas escolas, unidades sanitárias, sistemas de água potável, habitação e requalificação das vias de comunicação, para facilitar os camponeses a escoarem os seus produtos do campo para a cidade.

Sem avançar o número de militantes controlados pela Unita em Camanongue, Sagudja garantiu que a direcção do seu partido continuará a intensificar a mobilização em todos os bairros de novos membros para as suas fileiras, a fim de reforçar a base social, tendo em vista os próximos desafios políticos que se avizinham.

No município de Camanongue, estão representados quatro sedes de partidos políticos com assento na Assembleia Nacional, nomeadamente, o MPLA, a UNITA, a CASA-CE e o PRS.

Visão da autoridade tradicional máxima

O soba grande da região, Ernesto Caxito, 64 anos, disse que “quem conheceu Camanongue há cinco anos hoje depara-se com uma região que progrediu em quase todos os sentidos, existem infra-estruturas que estão a mudar a imagem e a melhorar a vida de todos”.

Quanto às eleições passadas, o líder tradicional considerou terem sido realizadas em momento conturbado, à excepção das de 2008 e 2012, mas hoje a realidade é diferente, porquanto o país se encontra em paz efectiva, apesar da desaceleração financeira.

Ernesto Caxito prometeu mobilizar a população a participar na escolha daqueles que irão dirigir o país nos próximos cinco anos, que se comprometem a contribuir para a estabilização e consolidação dos projectos sociais no seio da população.

Solicitou aos partidos políticos para fazerem propagandas ordeiras, evitando passar mensagens que desviam a atenção do eleitorado, bem como àquelas que incitam a insegurança e o bem-estar da população.

Disse que o município conta com mais de 300 autoridades tradicionais, das quais quatro regedores.

Papel da igreja no processo de consolidação da democracia

O pároco da Nossa Senhora de Santa Ana em Camanongue, Felisberto Vidal da Costa Manecas, afirmou que a igreja nunca estará de fora, vai continuar a desempenhar papel fulcral na mobilização dos seus fiéis, em particular, e da população, em geral, para participar nas actividades que visam garantir o bem-estar social.

Assegurou que a Igreja Católica, além de propagar a palavra de Deus, continua a primar pela reconciliação das famílias, em geral, e dos fiéis, em particular, promovendo o resgate dos valores morais, culturais, bem como transmitindo às comunidades o valor do perdão aos malfeitores.

Apelou aos chefes de famílias e aos jovens para aderirem às igrejas com a intenção de adquirir os ensinamentos básicos da Bíblia, por ser uma escritura responsável de reforçar os laços familiares e contribuir para uma sociedade saudável e feliz.

Já o pastor da Igreja Bom-Deus no município, Óscar Sapalo, manifestou-se satisfeito pela envolvência massiva dos fiéis da sua congregação no processo de actualização do registo eleitoral, aconselhando-os ao voto em Agosto próximo.

O sector da Cultura em Camanongue controla várias igrejas reconhecidas, nomeadamente, Católica, Bom-Deus, Evangélica Irmãos em Angola (IEIA), Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta), Nova Apostólica, Evangélica Sinodal em Angola, Missão Apostólica dos Cristãos em Angola (MACA), Sétimo Dia e Pentecostal.

Habitado na sua maioria pelos povos da etnia Cokwe, Camanongue está situado ao longo da Estrada Nacional 180 e faz fronteira a Leste com o município da Cameia, a Norte com o Dala (Lunda Sul), a Oeste com o Moxico (sede) e conta com uma população de 32 mil e 766 habitantes, distribuídos em dois mil e 908 quilómetros quadrados.

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