Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Ciência e Tecnologia

26 Dezembro de 2017 | 20h10 - Actualizado em 26 Dezembro de 2017 | 20h10

Cidadãos realçam lado económico, mas desconhecem outras aplicações do AngoSat

Luanda - Cidadãos dominam informações sobre o lançamento do satélite Angolano "AngoSat" lançado há pouco no espaço e dos seus benefícios económicos, mas desconhecem suas outras aplicações no domínio da navegação, bancário, segurança privada e pública, um dos grandes desafios actuais do Estado.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Satélite angolano "Angosat1"

Foto: Foto Cedida

Uma reportagem efectuada nesta segunda-feira pela Angop, em várias zonas de Luanda, para apurar o que os cidadãos sabem sobre o AngoSat e suas consequências na vida privada e colectiva, concluiu que a pluralidade dos entrevistados convergia no tocante à redução dos custos dos serviços de telecomunicações.

As opiniões dos entrevistados inclinavam-se muito para o facto de as comunicações serem mais rápidas e fáceis, mas numa perspectiva bem voltada para o domínio da telefonia móvel, tendo em conta as dificuldades que se enfrenta nessa esfera.

A opinião comum é de que uma vez lançado em órbita Angola já não vai realizar despesas alugando satélite e o Estado poupará dinheiro que poderá ser aplicado em áreas sociais como saúde e educação.

Em relação à utilização dos serviços do AngoSat na navegação, apenas uma interlocutora, a jovem Denise Silva – técnica aduaneira, avançou sua opinião, afirmando que nos domínios da aviação e marítimo os meios serão facilmente orientados e localizados, assim como se evitarão acidentes e desaparecimentos.

Quanto à segurança pública, a jovem disse que o satélite pode ajudar muito a Polícia Nacional no combate aos crimes através da localização e identificação dos de pessoas e bens.   

No ramo bancário, a importância do satélite foi igualmente realçada pelo economista e trabalhador bancário, João Sebastião. Em sua opinião as comunicações intra e extra banco serão mais rápidos.

Disse também que com o AngoSat, os bancos angolanos terão a possibilidade de prestar outros serviços que nessa altura não são possíveis.

João Sebastião sublinhou também que os bancos já não poderão se queixar da falta de sistema, pois as comunicações serão eficientes.

O médico Belo António foi igualmente um dos interlocutores que debitou seus conhecimentos sobre os benefícios dos satélites. O técnico disse, por exemplo, que com o satélite angolano será possível fazer uma cirurgia, consulta e prescrição médica à distância, fazendo recurso à telemedicina

Os benefícios que se esperam com o AngoSat atravessam também o ramo militar. Nesta óptica, o chefe do estado-maior general, Geraldo Sachipengo Nunda, considerou que vai multiplicar as capacidades de comunicação das empresas e instituições e dos angolanos.

O AngoSat vai permitir  o fornecimento de mais serviços de televisão, de dados de e de voz.

A entrada em órbita do Angosat1 aconteceu hoje perto das 20 horas, uma hora de atraso do previsto, depois de concluída a fase de integração do satélite angolano ao módulo lançador. O lançamento será feito por meio do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.

O Angosat, construído na Rússia, com mil e 55 quilogramas dos quais apenas 262.4 são de carga útil, ficará na posição orbital 14.5 E e terá uma potência de três mil 753 W, na banda CKu, com 16C+6Ku repetidores.

Como satélite geoestacionário artificial, o Angosat estará localizado a 36 mil quilómetros acima do nível do mar, cuja velocidade coincidirá com a da rotação da terra e conseguirá cobrir um terço do globo terrestre.

O centro de controlo e missão de satélites do Angosat1 encontra-se na comuna da Funda, norte da província de Luanda. O satélite angolano vai possuir um centro primário de controlo e missão em Angola e outro secundário na Rússia, em Korolev. Este é um dos sete projectos do Programa Espacial nacional e terá 15 anos de "vida útil".

 A reportagem da Angop abordou cidadãos dos variados estratos sociais, entre os quais, tesoureiros, técnicos ligados ao ramos da telecomunicações, vendedores ambulantes,  especialistas de segurança, estudantes, gestores e executivos.

Assuntos Angosat   Telecomunicações  

Leia também
  • 26/12/2017 20:03:55

    Angola junta-se ao grupo restrito africano com satélite próprio

    Luanda - Angola tornou-se hoje no sétimo país africano a ter um satélite próprio de comunicações em órbita, após o lançamento do Angosat1 por meio do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.

  • 26/12/2017 20:01:10

    Angosat1 começa trajectória de voo

    Luanda - O primeiro satélite angolano começou há a instante a sua trajectória para o espaço, a partir da estação de lançamento de Baikonur, Cazaquistão, onde permanecerá por 15 anos úteis.

  • 26/12/2017 19:36:59

    Cunene, Cuanza Sul e Lunda Sul expectantes com Angosat1

    Ondjiva - Habitantes do Cunene, Cuanza Sul e Lunda Sul manifestaram-se nesta terça-feira expectantes com o lançamento do primeiro satélite angolano, designado "Angosat 1", que entra em órbita hoje (26 de Dezembro).