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13 Março de 2018 | 15h59 - Actualizado em 13 Março de 2018 | 15h59

País deve adoptar políticas para maior inclusão digital

Luanda - Angola deve promover políticas institucionais de inclusão digital e acesso às tecnologia de informação e comunicação para dinamizar o desenvolvimento socioeconómico, considerou hoje (terça-feira), em Luanda, o coordenador do Projecto de Apoio à Melhoria da Qualidade e Proximidade dos Serviços Públicos dos PALOP e Timor -Leste, Diogo Franco.

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Em declarações à Angop, à margem da Conferência "Software livre e aberto - recursos partilhados nos Palop e -Timor Leste, Diogo Franco destacou o desenvolvimento do país no sector das tecnologias, realçando ser preciso que cada vez mais cidadãos possam ter acesso aos serviços.

"Angola é um país muito grande tem muitos habitantes e aquilo que interessa é universalizar o acesso as tecnologias de informação e comunicação e combater a exclusão digital", frisou.

Fez saber que os PALOP e Timor Leste m trabalho com a orientação do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI) de Angola para criar unidades de capacitação de modo a formar, nas áreas de tecnologia, quadros daadministração pública.

Diogo Franco disse que Angola tem um papel de destaque no  PASP por possuir bastante experiência no ramo da tecnologia de informação e comunicação.

"Em Angola já estamos a trabalhar com o Infosi que tem uma agenda de aplicação de programa de software de fonte livre e aberta para a administração pública significando que o governo angolano esta a tirar custos", salientou.

De acordo com o responsável, o referido projecto é transversal por abranger todas as áreas da sociedade, tendo passado de três anos do período inicial para quatro, com o termina previsto para 2019.

Destacou alguns trabalhos em curso no âmbito do programa como a informatização dos registos civis em São Tomé e Príncipe e Guine Bissau, a modernização e informatização de todo registo comercio e automóvel de Cabo Verde, o alargamento da emissão do Bilhete de Identidade no Timor Leste  e a implementação da certificação electrónica do Estado, em Moçambique.

Acrescentou que pretende-se, para além da partilha de software livre e aberta, a constituição de uma bolsa de aplicação de desenvolvimento de software livre, por aplicações cedidas pelos diversos países parceiros na área de governação electrónica.

O projecto, co-financiado pela União Europeia, tem como objectivo melhorar o conhecimento e capacidade institucional para gerir e implementar projectos de tecnologia de informação e comunicação na administração pública.

O encontro que teve a duração de dois dias contou com a participação de técnicos do Infosi, representantes do Projecto de Apoio à Melhoria da Qualidade e Proximidade dos Serviços dos PALOP - Timor -Leste e da CPLP.

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