Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Ciência e Tecnologia

28 Setembro de 2018 | 12h44 - Actualizado em 01 Outubro de 2018 | 14h15

Cabo do Sul do Atlântico opera com 40 terabytes por segundo

Luanda - O Sistema de Cabos Submarinos do Sul do Atlântico (SACS) entrou oficialmente em funcionamento quinta-feira com uma capacidade de 40 terabytes por segundo, ligando Luanda e Fortaleza (Brasil) cinco vezes mais rápido do que as rotas existentes.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Centro de Cabo Submarino de Sangano

Foto: Clemente Santos

Fabricado e instalado pela NEC Corporation, o SACS é um dos sistemas de cabos submarinos mais avançados a entrar em operação comercial.

O novo circuito de informação digital é a primeira e mais rápida ligação entre o continente africano e as Américas, com a menor latência e capacidade de fornecer um roteamento mais directo para o tráfego da Internet no hemisfério sul.                                                                                                                                

Com este cabo, Luanda também se conecta a Londres (Reino Unido) e Miami (EUA) com aproximadamente 128 milésimos de segundos de latência.

Dadas as conexões existentes com os sistemas Monet e o cabo submarino da costa ocidental africana (WACS), o SACS oferecerá latência reduzida entre Miami e a Cidade do Cabo (África do Sul) de 338 para 163 milésimos de segundos.

Os dois principais hubs (processo pelo qual se transmite ou difunde determinada informação) de conteúdos posicionarão Angola como um ponto estratégico para servir a região transatlântica com baixa latência e conexões resilientes.

O presidente do Concelho de Administração da Angola Cables, António Nunes, disse que se estima que as comunicações directas entre a África e as Américas geram várias vantagens em todo o mundo para provedores de serviços de Internet (ISPs), provedores de serviços em nuvem (CSP’s) e provedores de conteúdo superiores (OTTs) que usam essas conexões.

Esta nova rota mudará a dinâmica do tráfego da Internet no hemisfério sul e, combinado com o Monet e o WACS, alterará drasticamente as opções globais de roteamento de tráfego digital, sobretudo, porque o SACS é uma nova via para dados entre redes, grandes provedores de conteúdo e alguns dos mercados que mais crescem para o consumo de dados.

“Nossa ambição é transportar pacotes de dados da América do Sul e da Ásia através do nosso hub africano, usando SACS e, juntamente com a Monet e o WACS, fornecer uma opção de conectividade directa mais eficiente entre a América do Norte, Central e do Sul para a África, Europa e Ásia.

“Ao desenvolver e conectar ecossistemas que permitem que o tráfego de IP local seja trocado local e regionalmente, expandindo a eficiência das redes que atendem o hemisfério sul, considerando que, à medida que esses desenvolvimentos progridem, eles terão um impacto considerável para o futuro crescimento e configuração da Internet global” - explicou.

O ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, presente no acto, fez saber que o SACS é a concretização de um desafio iniciado há quatro anos dentro das infraestruturas de melhoria destes serviços no país para dar resposta às reclamações da população sobre a lentidão da internet e os seus custos.

A Angola Cables tem um investimento total de 300 milhões de dólares, que inclui os sistemas Monet, SACS e um Data Center em Fortaleza no Brasil.

O SACS, detido e gerido cem porcento pela Angola Cables, foi concebido com uma tecnologia WDM coerente de 100 gigabytes numa solução de ponta a ponta, que inclui quatro pares de fibra.

A entrada em funcionamento do cabo SACS é um salto na conectividade transatlântica e terá um impacto profundo na conectividade digital global, ao mesmo tempo em que se espera acelerar a actividade comercial nos setores de TIC e estimular as economias emergentes em África e na América Latina.

O cabo permitirá aos provedores de serviços de internet e utilizadores africanos um caminho mais directo e seguro para as Américas - sem ter que passar pela Europa. Os provedores de serviços de conteúdo na América Latina também poderão beneficiar-se com a opção de usar a rota SACS para alcançar mercados em África e na Europa, sem utilizar os tradicionais e de alto volume, rotas de tráfego de internet do Hemisfério Norte.

 

Assuntos Telecomunicações  

Leia também
  • 02/10/2018 16:28:21

    Angola implementa roaming doméstico no futuro

    Luanda - Angola prevê implementar o roaming doméstico para acabar com a quebra de rede de telefonia e permitir a sua partilha entre as operadoras do sistema - informou hoje, em Luanda, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

  • 20/09/2018 12:46:31

    Cortes limitam trâfego no cabo submarino da Angola Cables

    Luanda - O cabo submarino de fibra óptica do sistema WACS da Angola Cables sofreu dois cortes totais, o que causou a limitação da capacidade de tráfego, aumento de latência e perdas no pacote dos serviços prestados.

  • 07/08/2018 17:50:43

    Reconhecido papel da CRASA na criação de valências

    Luanda - O papel da Associação dos Reguladores de Comunicações da África Austral (CRASA) na criação de valências que visam auxiliar as operadoras de serviços de comunicações electrónicas e correios foi reconhecido segunda-feira pela administradora do Instituto Angolano das Comunicações, Luísa de Freitas Augusto.