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19 Novembro de 2002 | 14h39

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Luanda, 19/11 - A falta de princípios pedagógicos foi um dos motivos do afastamento do técnico Arnaldo Chaves do comando da equipa sénior de futebol do Desportivo da Huíla, que evolui na I divisão "Girabola".

Esta informação foi prestada pelo presidente de direcção do clube "militar" huilano, Francisco Furtado, durante o programa "Jogo Aberto", de segunda-feira, da Televisão Pública de Angola (TPA).

De acordo com o dirigente, Arnaldo Chaves não assumia os resultados negativos do conjunto, limitando-se a culpabilizar os atletas pelos desaires.

Indicou que faltou realismo da parte do treinador, já que os resultados alcançados no terreno do jogo "são da inteira responsabilidade do técnico", excepto as situações administrativas.

Por outro lado, revelou que o seu substituto, Augusto Camati, que manteve a equipa na I divisão e qualificou-a para a final da Taça de Angola, em que perdeu com o Petro-Atlético de Luanda, por 0-3, será substituído, mas não indicou nomes.

Instado a pronunciar-se sobre esta decisão, o técnico que antes do afastamento de Arnaldo Chaves exercia as funções de preparador físico, disse que prefere continuar na sua função anterior para ganhar mais experiência.

Francisco Furtado sublinhou também a necessidade do reforço do conjunto com alguns jogadores que deverão sair do 1/0 de Agosto oude outras agremiações desportivas do país.

O Desportivo da Huíla e o 1/0 de Agosto, duas formações afectas asForças Armadas Angolanas, vão efectuar uma preparação conjunta para aépoca-2003 na África do Sul ou Namíbia.

Enquanto isto, o director para o marketing do Petro-Atlético de Luanda, Osvaldo Saturnino de Oliveira "Jesus", que participou tambémno programa, falou sobre insucessos da equipa na temporada recém-terminada.

Apontou a não reconquista o título nacional perdido para o Atlético Sport Aviação (Asa), como um dos aspectos negativos naépoca`2002.

Este insucesso, sublinhou, pesou no afastamento do treinadorbrasileiro José Roberto Ávila, apesar de ter conquistado a Taça de Angola.

O técnico, por seu lado, justificou o fraco desempenho da equipa, com as saídas de quatro jogadores influentes, designadamente Avelino Lopes e Gilberto para o Al Ahli (Egipto), Biavanga Capela (frança) e Gui, que abandonou os relvados.

Jesus, antigo goleador do Petro e da selecção nacional, interrogado sobre a não inscrição de três jogadores internacionais, nomeadamente, Paulão, Joni e Carlos Pedro, disse não ter sido da responsabilidade do clube. "Os regulamentos da Federação Angolana de Futebol não permitiam", afirmou.

A FAF, recorde-se, havia encerrado já as inscrições para a época-2002, quando o clube de "eixo-viário" manifestou o interesse nos referidos atletas.