Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Desporto

06 Março de 2004 | 20h54

-

Luanda

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Luanda, 07/03 - Com um golo "madrugador" de Edouthá, o Atlético da Malabo da Guiné Equatorial demonstrou, desde cedo, ter o controlo do jogo ante um Petro de Luanda que, apesar de ter vencido por 3-1, evidenciou carências de sintonia na transição da bola do meio campo ao ataque.#

Na verdade, para esta primeira partida das eliminatórias de acesso à Liga dos Clubes Campeões de África, disputada sábado na Cidadela Desportiva, em Luanda, valeu à equipa anfitriã a criatividade individual dos seus atacantes, com o capitão Flávio a igualar a contenda aos 41 minutos.

O tento petrolífero transmitiu força anímica ao conjunto que, fruto de um maiorengajamento, conseguiu equilibrar os acontecimentos no relvado, onde até entãopareciam mais visitantes que propriamente anfitriões.

Com o apoio de cerca de três mil adeptos, os comandados de Jan Brouwer, mesmo a apresentarem um futebol pobre, passaram a chegar com maior perigo à baliza contrária. Mas Elson, decididamente,numa tarde de fraca inspiração cansou-se de falhar lances que poderiam ter terminado em golo.

O intervalo nada trouxe de novo em termos de espectáculo, apesar de terem sido marcados mais dois golos por parte dos caseiros, um pelo ponta de lança Avelino Lopes e outro por Nato Faial, que substituiu Elson, este último, um dos mais desastrados entre os seus.

Mas, até a equipa do "eixo-viário" ter logrado controlar a partida e marcar três golos, diga-seque o adversário, pelo jogo demonstrado, nem por isso merecia pesada derrota.

Os equato-guineenses, com a lição estudada, mantiveram uma postura de ataque aolongo de toda a partida, com o ponta de lança Nguema, bem apoiado por quatrocompanheiros da linha média, a revelar-se num autêntico "quebra cabeça" para a defesa petrolífera hoje desencontrada. Dias Caires e Tána no meio, Miro na direita e Stiller, naesquerda, demonstraram desentendimento.

Numa altura em que o Petro detinha relativo domínio, o técnico do Atlético de Malabo, Matá Daniel,operou algumas substituições, acto respondido pelo treinador da equipa angolana, JanBrouwer. Contudo, nada mudou na maneira de jogar de ambas as formações.

O terceiro golo dos angolanos, apontado por Nato Faial, um minuto depois dos quatro indicados peloquarto árbitro, provocou confusão com os equato-guineenses a reclamarem uma falta sobre oguarda-redes Engonó.

Reposta a bola em campo, o jogo terminou logo a seguir o que causou um ambiente de revolta porparte da equipa técnica do Atlético de Malabo. Entraram em campo com a nítida intenção de agredir a equipa de arbitragem zimbabweana, liderada por Manuel Christopher.

Não fosse a intervenção da Polícia Nacional, a situação poderia ter sido pior, tal era ainsatisfação em relação à actuação do árbitro, alegadamente, por ter favorecido aformação caseira.

Com a arbitragem de Manuel Christopher, auxiliado por Muzambi Gladamore e NyumiCosmar, as equipas alinharam da seguinte maneira:

Petro de Luanda: Lamá, Stiller, Tána, Dias Caires, Miro, Chára, Elson (NatoNaial), Tony Osódio, Gazeta (Manucho), Avelino Lopes e Flávio.

Treinador: Jan Brouwer (Holandês)

Atlético de Malabo: Djoumsi (Enguru), Hector, Makuba, Dikounim, Anong, Ilendot (Edú), Seke,Edoutha, Nguemá, Enganga (Kameni) e Ncogo.

Treinador: Matá Daniel (Guiné Equatorial)

Acções disciplinares: Cartão amarelo para Dikounim, Makuba, Nguemá e Anong.

Assistência: cerca de três mil espectadores