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07 Maio de 2005 | 11h48

Basquetebol: 1º de Agosto conquista Taça à tangente

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Militares (vermelho) vencem em casa petrolíferos (azul)

Foto: Angop/Arquivo

Luanda, 07/05 - O 1º de Agosto conquistou pela nona vez a taça de Angola em basquetebol ao vencer sexta-feira na final o Petro de Luanda por um ponto de diferença (75-74). Ao intervalo os "Militares" ganhavam por 44-41.

Apesar do equilíbrio a partida não foi das melhores. Esperava-se mais duas das melhores equipas do país. Faltou o habitual espectáculo que caracteriza este confronto e inspiração por parte das suas "estrelas".

Os cinco pontos de Miguel Lutonda (1º de Agosto) e os oito de Baduna (Petro de Luanda)espelham bem a pouca criatividade por parte daqueles inicialmente eram apontados como principais intervenientes. Faltaram as jogadas espectaculares num pavilhão do Codenm abarrotado.

Se o ditado diz "quem não tem cão caça com gato", então quem não tem Lutonda joga comOlímpio Cipriano, enquanto que pelos "tricolores", sem Edmar Victoriano, foi o "veterano" Cristo a assumir as rédeas.

Depois de se impor na equipa treinada por Mário Palma, Cipriano não tem tido boas exibições nos confrontos entre as duas formações. Sexta-feira o extremo conseguiu "brilhar" no "derby" onde foi o melhor marcador com 24 pontos.

António Cristo foi o "petrolífero" que mais pontos marcou 16. Manteve o equilíbrio durante o primeiro quarto, onde apontou oito e ganhou vários ressaltos com destaques para os ofensivos,esteve bem a defender e fisicamente.

O resultado de 23-23 no final do primeiro período, foi um empate justo pelo que as duas equipas estavam a produzir. Neste quarto Cipriano marcou 10 pontos.

No período a seguir o equilíbrio manteve-se, mas foram os "rubro negros" que terminaram em vantagem (21-18) fixando o resultado ao intervalo em 44-41, com o ex-sportinguista (Cipriano)a impor-se com sete pontos, mais dois que Gerson Monteiro e Simão Panzo.

Com 8:53 minutos por jogar no terceiro quarto, o 1º de Agosto registou uma baixa na posição de poste, com entorse no pé direito do nigeriano Obiora, que reduziu significativamente o seupoder defensivo em baixo da tabela.

Esta fase do desafio foi marcada pelo constante contacto físico e sucessivas paragens, queretirou algum nível ao encontro, sendo que as duas formações ficaram três minutos sem marcar qualquer ponto.

O Petro conseguiu marcar mais dois pontos que o seu adversário (18-16), graças aos seis apontados por Selengue e Cristo (cada), enquanto que Ângelo com o mesmo número foi decisivo do outro lado. O período terminou com o placar a registar 60-59 a favor do 1º de Agosto.

No final registou-se um empate (15-15), com vantagem para o 1º de Agosto por um ponto de diferença (75-74). A vinte e cinco segundos do fim quando o resultado já estava em 75-74, os "Militares" beneficiam de um falta anti desportiva que dava direito a dois lances livres e posse de bola. Na marcação Cipriano falhou as duas tentativas.

Na reposição da bola o árbitro Domingos Simão apita falta contra o 1º de Agosto. O tempo no cronometro manteve-se mas era a vez dos "tricolores" a atacar, com um ponto de desvantagem bastava gerir o tempo e marcarem na devida altura para reconquistarem o troféu. Mais assim não aconteceu. Simão Panzo assumiu a jogada, tentou a bandeja e falhou, os "agostinos" ganharam o ressalto e permaneceram com a bola até ao apito final.

Perdeu o conjunto treinado por Raúl Duarte, mas podia ser o contrário, as duas equipas jogaram ao mesmo nível com realce para o sector defensivo do Petro que foi a melhor unidade no conjunto. Venceu a equipa que esteve melhor a atacar e soube gerir a pressão nos momentos cruciais.