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27 Novembro de 2006 | 16h09

Futebol: Girabola 2006 termina com a consagração do 1º de Agosto

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1º de Agosto conquista vigésima sétima edição do Girabola

Foto: Foto Angop

Por Fernando Mateus

Luanda, 27/11 - A vigésima sétima edição do campeonato nacional de futebol da I divisão, Girabola 2006, terminou este domingo, com a consagração do 1º de Agosto, que destronou o Sagrada Esperança da Lunda Norte.

Iniciada as 18:30 horas do dia 24 de Fevereiro deste ano no estádio da Cidadela, em Luanda, com o Progresso do Sambizanga a defrontar a Académica do Lobito, a prova maior do futebol angolano decorreu durante nove meses em oito províncias do país.

Os relvados dos estádios localizados nas cidades de Luanda, Benguela, Lubango, Namibe, Cabinda, Malanje e Huambo e Soyo foram palcos das 14 equipas que em 26 jornadas procuraram encontrar os objectivos traçados por cada uma.

Tratam-se dos Estádios da Cidadela, Coqueiros e São Paulo, na capital, Ferroviário e Nossa Senhora do Monte (Lubango - Huíla), Cacilhas (Huambo), Municipal (Benguela), Tafe (Cabinda), Soyo e 1º de Maio (Malanje).

Nesta edição, estiveram em prova as formações do Sagrada Esperança da Lunda-Norte (campeão destronado), ASA (ex-vice-campeão), Petro-Atlético de Luanda,Interclube, 1º de Agosto, Benfica de Luanda, Benfica do Lubango, Desportivo da Huíla,1º de Maio de Benguela, Académica do Soyo, Atlético do Namibe, Progresso do Sambizanga, FC Bravos do Maquis e Sporting de Cabinda.

Deste lote de concorrentes foram evidentes as diferenças em termos de potencialidades técnico-administrativas. O 1º de Agosto (novo campeão nacional), Petro de Luanda, ASA, Sagrada Esperança e Interclube apareceram como os principais candidatos a conquista do primeiro lugar, ao passo que as restantes para as posições intermédias e para permanência no escalão maior.

Os ``militares``, tecnicamente orientados pelo holandês Jan Brouwer, foram os mais regulares durante as 26 rondas, nas quais somaram 16 vitórias, oito empates e apenas duas derrotas diante do Benfica do Lubango e ASA.

Fruto da excelente organização interna da direcção, dirigida por Pedro Neto, que manteve o seu treinador no comando, o 1º de Agosto, devolveu aos seus adeptos e sócios o título que haviaperdido em 1999.

Os ``petrolíferos`` da capital, que começaram com o treinador Carlos Alhinho, não foi desta que conseguiram quebrar os seis anos de ``jejum``, apesar de terem resgatado e contratado jogadores de renome, como Santana, Chinho, Lebo Lebo, Helder Vicente (ex-Sagrada Esperança) e Delgado (ex-1º de Agosto).

Dado os maus resultados durante o primeiro turno, a direcção do clube do ``eixo-viário``, liderada por Paulo da Gouveia Junior ``Lito`` entendeu rescentir o vínculo contratual com o técnico cabo-verdiano, substituído de imediato pelo brasileiro Djalma Cavalcanti que conseguiu conduzir a equipa até ao segundo posto.

O Interclube mais uma vez falhou o primeiro lugar, enquanto o ASA fracassou pela segunda vez consecutiva e o Sagrada não pode impedir a saída do troféu da sua galeria.

O Benfica do Lubango é a equipa sensação da prova tendo terminado no quarto posto, sob batuta de Romeu Filemon.

Nos lugares intermédios, o Desportivo da Huíla, Benfica de Luanda, Atlético do Namibe, Académica do Soyo e 1º de Maio de Benguela lutaram para permanência, ao passo que o Progresso do Sambizanga, FC Bravos do Maquis e Sporting de Cabinda baixaram para o escalão secundário.

O Petro do Huambo, Inter do Moxico e Santos FC são os novos ``inquilinos``, que no próximo ano vão disputar o campeonato nacional de futebol da I divisão.

A arbitragem, apesar de alguns erros, não registou casos anormais durante a época futebolística, sobretudo no Girabola que aguarda agora pela sua homologação pela Federação Angolana de Futebol (FAF).