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05 Janeiro de 2008 | 10h50

Futebol: Petro do Huambo completa hoje 28 anos de existência

Huambo

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Equipa de futebol do Petro do Huambo

Foto: Foto Angop/Arquivo

Huambo, 04/01 – O Petro do Huambo, único sobrevivente desta província a competir no campeonato nacional de futebol da primeira divisão (Girabola), completa hoje, sábado, dia 05, o seu 28º aniversário desde que foi fundado a 05 de Janeiro de 1980 por iniciativa de um grupo de simpatizantes.

Surgido da fusão entre as equipas locais do Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo Sonangol, na altura poucos estavam crentes na longevidade do Petro, que era tão somente considerado o mais novo entre os "gigantes" da praça local em que se destacava o Mambrôa (actual Benfica), Recreativo da Caála, Cuca, Evestang, Dínamos, Palancas, entre outros.

Em 1981, o conjunto ascendeu pela primeira vez ao campeonato nacional da 1ª divisão, porém não conseguiu se manter, tendo no ano seguinte retornado à divisão secundária.

Contrariamente ao que se cogitava no seio de alguns círculos desportivos nacionais, pois se temia que a descida de divisão da equipa daria lugar ao seu desaparecimento no panorama desportivo nacional, os "alvi-negros" protagonizaram um feito inédito ao serem finalistas vencidos da 1ª edição da Taça de Angola, diante do 1º de Maio de Benguela, colosso da época (1982).

Dai em diante, a equipa ficou moralizada e de forma surpreendente começou a construir o seu historial nos anais desportivos de Angola, tendo em 1984 terminado na terceira posição, a dois pontos do campeão Petro de Luanda, situação idêntica registada em 1988.

À semelhança do Benfica, os petrolíferos ficaram igualmente sem competir durante as épocas de 1993 e 1994, reaparecendo na "fina-flor" do futebol nacional em 1995 para ocupar o moralizante quinto lugar.

Em 1998 não fosse a decisão do órgão reitor da modalidade despromover o Kabuscorp do Palanca, o Petro do Huambo, fruto da má prestação, devia ser relegado à disputa da II divisão, naquela que é tida até hoje como a pior classificação de todos os tempos.De 1995 a 1998, o conjunto esteve sempre arredado de poder recuperar a sua mística no Girabola.

A contratação do técnico Agostinho Tramagal e de uma legião de jogadores nacionais saídos de vários clubes do país, com predominância para a Chicoil do Kuando Kubango e Sporting do Lubango, entre os quais pontificavam Gazeta, Avelino Lopes, Caricôco, Kalala, Benício e Jorge Nito, que se juntariam aos já existentes Tanda, Geoveti, Sayombo, Luis Bento, Ngangula, Dinho e Nelito Constantino constituíram num ápice da equipa.

A vingança dos petrolíferos voltou a evidenciar-se em 1999 (5º lugar), 2001 (4º), 2000, 2002 e 2003 (3ºlugar), este último que garantiu ao conjunto uma vaga nas competições continentais, pela primeira vez, mas que empolgou o infortúnio que se consumou em 2005, com a descida de divisão da equipa, 23 anos depois.

Carlos Garcia (cabo-verdiano), Dakic (jugoslavo), Dridia (romeno), José Paredes (moçambicano), Waldemar Serdeira (brasileiro), Nina Serrano e José Torres (ambos portugueses) foram os técnicos que já orientaram a equipa principal de futebol do Petro do Huambo nos anos em que Saavedra, Luís Bento, Carlos Pedro, Mulusy, Zacarias, Mona, Picas, Lourenço e Almeida dividiam a preferência de muitos seleccionadores nacionais e agentes desportivos.

Entre os técnicos nacionais, contam-se nomes como Arlindo Branco Leitão, João Machado, Mbuisso António, Agostinho Tramagal, Albano César, Henrique Fernandes, António Sayombo e Carlos Alberto Cardeau, actual técnico principal.

Depois de Armando Machado, co-fundador do clube, apenas presidiram o grémio Armando Cangombe "Piriquito", já falecido, Carlos Alberto Pires "Graça" e o actual José Manuel Sobrinho.

A falta de um estádio de futebol relvado continua a ser o grande problema de um dos mais importantes.

Por Batalha Ulombe