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17 Novembro de 2010 | 13h31 - Actualizado em 17 Novembro de 2010 | 13h31

Progresso celebra aniversário com regresso à fina-flor do futebol

Futebol

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Luanda - O Progresso Associação Sambizanga assinala hoje (quarta-feira) o seu trigésimo quinto aniversário sob o signo do regresso ao Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão (Girabola), que deixou em 2006.

Fundado em Luanda, a 17 de Novembro de 1975, o Clube é resultado da fusão do Juventude Unida do Bairro Alfredo (JUBA), Juventista e o Vaza e tinha como propósito unir a massa juvenil do bairro Sambizanga (antigo Musseque Mota) para o desenvolvimento do desporto, e do futebol em particular.

Na década de setenta, o conjunto participou em provas como o "Torneio da Agricultura" que viria a ser o "embrião" do actual Girabola.

Na altura despontaram talentos como Praia, Santinho, Manuel, Bonito, Lelé, Salviano, Chiminha, Luís "Cão", Augusto Pedro, Santo António, e outros que catapultaram o nome do grémio para fora dos limites do bairro.

Guiado por uma filosofia própria e também sob influência de antigas formações da área como a Académica do Ambrizete, Sporting do Musserra e Benfica do Kinzau, entra no convívio dos clubes mais fortes de Angola, tais como o 1º de Agosto, TAAG, Mambroa, Nacional de Benguela, Construtores do Uíge, Desportivo da Chela, Ara da Gabela, Ferroviário da Huíla e 1º de Maio, numa competição que atraiu muitos simpatizantes.

Nos anos de 1980, depois da passagem dos presidentes Alves Baptista, Rui de Jesus, Brito Sozinho, Beto Van-Dúnem e Lopo do Nascimento, entra num período de projecção internacional, tendo sido a primeira equipa do continente africano a jogar no mítico estádio de futebol do Maracaná, durante um estágio efectuado no Brasil.

Apesar de nunca ter ganho o campeonato nacional de futebol da primeira divisão, em 1996, o Progresso conquistou a Taça de Angola, numa final contra o 1º de Maio de Benguela, com o resultado de 1-0.

Nos seus 35 anos teve também como presidentes Eduardo Veloso, António Fiel "Didi", Simão Paulo, Nelo Victor, Daniel Simas e Galvão Branco, este último considerado o seu estabilizador financeiro, principalmente por ter vinculado o clube à empresa Cimangola, acção que permitiu acabar com as dificuldades existentes na época.

Num período mais recente, com a introdução de outras formas de gestão e administração na colectividade, aumentou o leque de modalidades desportivas (atletismo, vela, ténis, voleibol, futebol feminino e xadrez), tornando-se num pólo de desenvolvimento desportivo.  

Tendo o futebol como disciplina tradicional e predilecta, pelo Progresso ainda passaram jogadores de referência como Mirrage, Sorsié e Vata (este transferido depois para o futebol português), que antecederam a legião de Janguelito, Cacharamba, Zico e Pedro Manuel
"Mantorras", do Sport Lisboa e Benfica. 

Destaque ainda para o contributo dos técnicos nacionais como Domingos Inguila, Arlindo Leitão, Laurindo, Joaquim Dinis, Ndunguidi Daniel, entre outros.

Em 2009, apesar de falhar o apuramento, mesmo com os apoios financeiros conseguidos, nem tudo foi negativo. O seu futebol jovem continua a ser um autêntico viveiro para o futuro. Na classe feminina, o domínio permanece, embora ameaçado pelas novatas da Regedoria de Viana, e o xadrez está em alta com vários títulos, principalmente nos escalões de formação.

A nova direcção, presidida por Paixão Júnior, a julgar pelos seus programas, começou a relançar o clube para voos mais altos. Além da criação das condições básicas gerais, o regresso da sua equipa principal ao convívio dos grandes do futebol nacional foi uma das apostas.

Desde que assumiu o cargo, para o período 2008/2012, o dirigente bancário começou a realizar importantes acções, principalmente no sector administrativo, tendo anunciado a contratação da antiga estrela do futebol angolano, Ndunguidi Daniel, para orientar tecnicamente a equipa, mas sem conseguir os propósitos (época 2009/2010). 

São ainda acções desse elenco, a reabilitação da sede do clube, o arrelvamento do campo anexo ao Estádio Mário Santiago, a construção de um centro de estágio, posto médico, entre outros.

No aspecto administrativo e financeiro, para além do apoio da Companhia de Cimento de Angola "Cimangola", deverá contar com o patrocínio de uma empresa a ser instalada ainda este ano, no município de Viana, na capital do país.

Quanto ao regresso da sua formação a “fina flor” do "desporto-rei" (Girabola2011), aproximadamente cinco anos depois do seu rebaixamento, na altura orientada pelo treinador brasileiro Luís Mariano, este facto marca indelevelmente a trajectória histórica dos sambilas, na medida em que fez o torneio de apuramento sem derrotas.

O comportamento da equipa na “Segundona”, onde saiu invicto na liderança da série ou Grupo A, ao que tudo indica, tem muito a ver com a dinâmica implementada pelo elenco de Paixão Júnior, que criou as condições administrativas, materiais e desportivas.

Tal feito muito se deve também a perspicácia do treinador sérvio Drasko Storilkovic, que soube moldar um plantel caracterizado pela experiência e novidade, na primeira condição, a exemplo de jogadores como o ex-internacional Stopirrá e o zambiano Henry Milanzi.     

Por Ventura Bengo