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07 Outubro de 2010 | 17h24 - Actualizado em 07 Outubro de 2010 | 17h23

Guineenses em busca da história no jogo com angolanos

Futebol

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Luanda – A selecção nacional da Guiné-Bissau, também denominada “Djurtus”, poderá inscrever o seu nome na história do futebol continental, quando defrontar sábado, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, a congénere de Angola, na segunda jornada do Grupo J das eliminatórias da Taça de África das Nações 2012.
 

Independentemente do desfecho do encontro fora de casa, os bissau-guineenses apresentam-se bastante galvanizados e com uma equipa rejuvenescida, disposta a contrariar as potencialidades e o valor histórico competitivo dos adversários que, além de já marcarem presença no Mundial da Alemanha, em 2006, albergaram o CAN2010. Angola é 93º do ranking da FIFA.          
 

É justo considerar que na lógica das probabilidades quem defronta o superior almeja vencer. Mas o pequeno quando é vencido não perde tudo, porque ganha experiência e pode inscrever o nome no historial competitivo da prova. Os Djurtus nunca disputaram o torneio e são considerados uma das selecções mais fracas do continente.


No entanto, impulsionado por um técnico português e um grande fluxo de jogadores expatriados e nascidos no exterior, o país de dois milhões de habitantes começou o torneio classificatório com impressionante vitória (1-0) sobre o Quénia no começo de Setembro, em casa, no Estádio 24 de Setembro.


No ranking divulgado anteriormente, Guiné-Bissau estava na 188ª posição, 72 lugares atrás do Quénia. Em parte, isso era reflexo do facto da selecção não jogar oficialmente há três anos.


A vitória na estreia das eliminatórias foi mais significativa, considerando que o país não vencia um jogo desde 1996, além de ter sido eliminado no torneio qualificativo de 2010 na primeira fase, ao perder com a Serra Leoa, por 0-1.


Guiné-Bissau marcou o golo da vitória aos 14 minutos, após falha na defesa adversária. Foi um resultado surpreendente, já que a selecção queniana conta com nomes como McDonald Mariga, do Inter de Milão.


Para o Quénia, a derrota causou a demissão do técnico Twahir Muhiddin. Já o treinador da Guiné-Bissau, Norton de Matos, e os seus comandados devem estar muito felizes com a posição no Grupo J, atrás do líder Uganda, ambos com três pontos.


Nesta segunda semana de Outubro, os djurtus enfrentarão Angola, que está na última colocação da chave depois de ter sido derrotada pelo Uganda.


"Foi uma vitória importante", comentou Matos, que vive no Senegal. "Esta vitória nos dará melhores condições para que no futuro as pessoas acreditem que temos bons jogadores, jogadores que, dentro do contexto da África, podem desempenhar um papel realmente importante em todas as partidas que disputam. Mas não podemos ficar eufóricos por enquanto. (...) vamos lutar pelo melhor resultado possível com a mesma confiança e entusiasmo", disse na altura


No embate com os angolanos, aguardado com muita apreensão, a selecção da Guiné-Bissau contará com o apoio de mais de quinhentos cidadãos residentes e não só.
 
   
Quanto à equipa angolana, que na ronda inaugural perdeu com o Uganda, por 0-3, em Kampala, agora treinada interinamente por Zeca Amaral, após rescisão unilateral do francês Hervé Renard, continua a preparação na capital do país.   

Por Ventura Bengo