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04 Janeiro de 2012 | 17h04 - Actualizado em 04 Janeiro de 2012 | 17h03

Petro do Huambo completa 32 anos a pensar em futuro promissor

Polidesporto

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Huambo – O Clube Petro Atlético do Huambo completa quinta-feira 32 anos de existência, numa altura em que a direcção está seriamente apostada em criar as bases que permitam desenvolver de forma sustentável o grémio nas áreas administrativa, financeira e desportiva, para tornar-se, a médio prazo, agremiação de referência nacional.

Prova disto são as 520 crianças, com idades entre os 10 e 16 anos, que estão inscritas nas camadas de formação do clube nas modalidades de xadrez, voleibol, atletismo, tae-kwandó, judo, basquetebol e futebol que, futuramente, passarão a representar o Petro do Huambo em provas nacionais.

Surgido da fusão entre as equipas locais do Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo Sonangol, na altura poucos estavam crentes na longevidade do Petro, que era tão somente considerado o mais novo entre os "gigantes" da praça local em que se destacava o Mambrôa (actual Benfica) e o Recreativo da Caála, além das extintas formações da Cuca, Evestang, Dínamos, Palancas, entre outras.

Volvidos 32 anos, marcados por momentos de júbilo e dissabores, o Petro do Huambo, embora sem a exuberância de outrora, continua a gozar de muito carinho da massa associativa e dos nativos do Huambo.

Em 2010, a direcção anunciou, em assembleia extraordinária, a extinção, por três épocas, da equipa sénior masculina de futebol que competiu na época anterior no torneio de apuramento à primeira divisão.

Tal decisão, que não agradou até mesmo os adeptos de outros clubes, permitiu ao conjunto dar progressos significativos na gestão dos recursos financeiros, organização administrativa interna e recuperação das suas principais infra-estruturas sociais, estando a preparar o retorno à alta competição futebolística com jogadores formados no emblema e que se identificam com a história e pergaminhos dos "alvi-negros".

Por altura da fundação, a 5 de Janeiro de 1980, o clube resumia-se na modalidade de futebol e um ano depois o conjunto ascendeu pela primeira vez ao campeonato nacional da 1ª divisão, porém não conseguiu se manter, tendo retornado ao escalão secundário.

Contrariamente ao que se cogitava nos círculos desportivos nacionais, pois se temia que a descida de divisão daria lugar ao desaparecimento no panorama desportivo nacional, os "alvi-negros" protagonizaram feito inédito ao serem finalistas vencidos da 1ª edição da Taça de Angola, diante do 1º de Maio de Benguela, colosso da época (1982).

Daí em diante, a equipa ficou moralizada e de forma surpreendente começou a construir o historial nos anais desportivos de Angola no futebol, ao mesmo tempo em que começaram a surgir outras modalidades, como basquetebol, xadrez e desportos de luta.

Contudo, o futebol foi a disciplina que mais alegria proporcionou ao clube, tendo em 1984 a equipa sénior terminado na 3ª posição, a dois pontos do campeão Petro de Luanda, situação idêntica registada em 1988.

À semelhança do Benfica, os petrolíferos ficaram igualmente sem competir durante as épocas de 1993 e 1994, reaparecendo na "fina-flor" do futebol nacional em 1995 para ocupar o moralizante quinto lugar.

Em 1998, não fosse a decisão do órgão reitor da modalidade despromover o Kabuscorp do Palanca, o Petro do Huambo, fruto da má prestação, devia ser relegado à disputa da II divisão, naquela que é tida, até hoje, como a pior classificação de todos os tempos.

De 1995 a 1998, o conjunto esteve sempre arredado de poder recuperar a mística no Girabola, designação do campeonato nacional sénior masculino de futebol.

A contratação do técnico Agostinho Tramagal e de uma legião de jogadores nacionais saídos de vários clubes do país, com predominância para a Chicoil do Kuando Kubango e Sporting do Lubango, entre os quais pontificavam Gazeta, Avelino Lopes, Caricôco, Kalala, Benício e Jorge Nito, que se juntariam aos já existentes Tanda, Geoveti, Sayombo, Luis Bento, Ngangula, Dinho e Nelito Constantino constituíram num trampolim.

A vingança dos petrolíferos voltou a evidenciar-se em 1999 (5º lugar), 2001 (4º), 2000, 2002 e 2003 (3º lugar), este último que garantiu ao conjunto uma vaga nas competições continentais, pela primeira vez, mas que empolgou o infortúnio que se consumou em 2005, com a descida de divisão da equipa, 23 anos depois.

Carlos Garcia (cabo-verdiano), Dakic (jugoslavo), Dridia (romeno), José Paredes (moçambicano), Waldemar Serdeira (brasileiro), Nina Serrano e José Torres (ambos portugueses) foram os técnicos que já orientaram o plantel nos anos em que Saavedra, Luís Bento, Carlos Pedro, Mulusy, Zacarias, Mona, Picas, Lourenço e Almeida dividiam a preferência de muitos seleccionadores e agentes desportivos.

Entre os técnicos nacionais contam-se nomes como Arlindo Branco Leitão, João Machado, Mbuisso António, Agostinho Tramagal, Albano César, Henrique Fernandes, António Sayombo, Carlos Alberto Cardeau e João Pintar da Silva.

Depois de Armando Machado, co-fundador do clube, apenas presidiram o grémio Armando Cangombe "Piriquito", já falecido, Carlos Alberto Pires "Graça" e o actual José Manuel Sobrinho.

A falta de um estádio de futebol relvado continua a ser o grande problema deste clube considerado, por muitos, o maior da região e património desta província.

Por Gabriel Batalha Ulombe

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