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03 Junho de 2012 | 10h23 - Actualizado em 03 Junho de 2012 | 19h14

Estádio "11 de Novembro" majestoso dois anos e meio depois

Futebol

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Estádio 11 de Novembro

Foto: Angop

Luanda – Dois anos e seis meses depois da sua inauguração, a 27 de Dezembro de 2009, pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos, o estádio 11 de Novembro, com o seu desenho inspirado numa planta rara de Angola e projectado na mais moderna arquitectura universal, apresenta-se hoje (domingo) magistral e belo.

Fazendo jus ao formato que homenageia a planta do deserto do Namibe Welwitschia Mirabilis, que só existe nesta província de Angola, o palco do Angola-Uganda de hoje para as qualificativas ao mundial de 2014, é de facto um regalo para todos, sobretudo se observado por cima ou pelas laterais.

Com a realização de mais um evento a infra-estrutura, edificado numa área de 82 mil metros quadrados, no bairro do Camama, em Luanda, remete, quase obrigatoriamente, à reflexão sobre os efeitos do programa de reconstrução nacional ao longo dos dez anos de paz. 

Na verdade, sobre o recinto do jogo entre Palancas e Cranes, o quadro se mantém, com uma ou outra diferença própria de algo já em uso. Mas se alargada a visão para lá do âmbito do futebol, é visível o crescimento infra-estrutural nas redondezas em termos de construção e melhoramento das vias.

A auto-estrada que liga Viana a Cacuaco, o Campus Universitário, Vila Flor, projectos Casas Vermelhas, Azuis e Verdes, bem como a Vila Kiaxi, Sapú II, Camama e um hotel de cinco estrelas confirmam este aspecto, apesar de a evolvente mostrar que mais obras serão feitas, já que se vislumbra larga extensão de terra ainda por desbravar nos arredores.

Quanto ao estádio propriamente, com capacidade para 50 mil espectadores distribuídos em dois anéis (o primeiro com 28 mil lugares e o outro com 20 mil), cabendo os restantes assentos reservados aos VIP e a pessoas que necessitam de cuidados especiais, tudo se mantém na forma original, conforme frisou à Angop o coordenador da comissão de gestão da infra-estrutura, Joaquim Malichi.

A irrigação da relva é feita por sistema de “espalhantes por via de dois depósitos de água com capacidade para mil e 200 metros cúbicos cada; conta a energia eléctrica da rede de distribuição e quatro geradores alternativos de dois megawatts cada.

Funcionam no total 600 holofotes no estádio, fixados nas estruturas metálicas, sendo 450 apontados para o terreno de jogo e 150 para as bancadas.

De acordo com o responsável, a crise financeira mundial por altura da preparação da competição africana afectou a conclusão do projecto que comporta 50 lojas e restaurantes em todo perímetro, bem como a conclusão do parque de estacionamento, actualmente com capacidade para mais de três mil viaturas.

Uma “radiografia” à volta do estádio, cuja designação é uma homenagem ao dia da proclamação da independência nacional, alcançada em 1975, permite constatar que o estaleiro permanece no local, sinal de que as obras de complemento poderão iniciar a qualquer altura.

Quanto ao cenário para o jogo de hoje às 16 horas, até sábado os preparativos decorriam com a colocação de bandeiras oficiais dos dois países, da CAF e da FIFA, aplicação de publicidade.

Enquanto isso, profissionais da comunicação social (rádio e televisão) montavam a sua “técnica”, ao mesmo tempo que agentes da Polícia Nacional traçavam afinavam as estratégias de asseguramento para um jogo que se prevê com lotação esgotada.

     

No interior do estádio um ponto de venda de ingressos confirmava o anúncio da organização do jogo de que funcionaria até as 13 horas de hoje. A afluência era mínima.

Enfim, este cenário de vitalidade marcou aquela região de Luanda Sul a cerca de 24 horas do jogo, mas quem por ali passa, enche-se-lhe os olhos um efeito visual das cores vivas que conforma o exterior e interior do majestoso do “gigante”.

(Por Marcelino Camões)

Assuntos Província » Luanda  

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