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18 Julho de 2012 | 17h42 - Actualizado em 18 Julho de 2012 | 17h50

Londres2012 desperta suspense na estreante Patrícia Barros

Andebol

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Patrícia Barros tem sido sensação no ataque angolano

Luanda - Apesar de quatro internacionalizações pela selecção nacional sénior feminina de andebol, a pivot Patrícia Barros, do Petro de Luanda, uma das convocadas do técnico Vivaldo Eduardo, já "vive o suspense e as dúvidas" daquilo que encontrará nos Jogos Olímpicos de Londres e "documenta-se" com mais informações sobre a vila olímpica.

Em declarações à Angop, a partir da República Checa antes de se juntar com a equipa em estágio preparatório para Londres2012 em Espanha, a andebolista revelou que está expectante e feliz, por estar perto de realizar um dos seus maiores sonhos desportivos.

"Todo atleta tem o sonho de estar em Jogos Olímpicos e se for escolhida darei o melhor", disse, admitindo estar "sem noção" daquilo que encontrará na competição. Evita pensar na estreia, mas tem certeza de que as dificuldades em Londres serão maiores que noutras provas.

De acordo com a jogadora de 19 anos de idade, depois do baptismo no Torneio da Áustria, em Maio último, o futuro será promissor e de muita fé: "quero atingir outros patamares, como ter medalha olímpica. Sei que com empenho podemos dentro de cinco/seis anos, desde que haja investimentos na formação e valorização de atletas".

Patrícia Barros, integrante do sete ideal do último Nacional de seniores disputado em Benguela, disse que do "pouco que se comenta" e pesquisa Londres2012 será difícil para todos, embora

considere que Angola em face do oitavo lugar do Mundial2011 está sob vigilância dos adversários.

"É tudo diferente. Haverá mais dificuldades. Isso pouco me preocupa, porque o que mais penso é como será. Na verdade, estou menos ansiosa. Saio-me mal quando penso muito num assunto e a ansiedade faz-me mal. Mas tenho enorme vontade de estar nos Jogos Olímpicos", confessou.

Usuária regular de redes sociais, Patrícia Barros estabelece como objectivos em Londres a titularidade. Apesar dessa convicção na luta pelo lugar na selecção nacional, reconhece o que considera natural e difícil num plantel cheio de boas executantes. "Vou entregar-me de corpo e alma. Aprendi que joga quem está bem no momento. Titularíssimo não existe", disse.

Com um título nacional sénior feminino no currículo, a "capitã dos conselhos", como é tratada pelas colegas na selecção júnior, reafirma a ambição do grupo em fazer melhor que Beijing 2008, onde Angola acabou em último, sem vitória e apenas um empate.

  

Ana Patrícia Barros começou como meia-distância no Petro de Luanda aos 11 anos de idade, por influência de pai (António Barros, antigo hoquista do Enama de Viana). Devido às características da jogadora (força e flexibilidade nos movimentos), o técnico de iniciados das tricolores (Armando Ngumbe) adaptou-a para pivot em 2006, posição que conserva até hoje.