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06 Agosto de 2016 | 06h59 - Actualizado em 18 Agosto de 2016 | 09h48

Rio2016: Cerimónia de abertura com angolano na coreografia

Rio de Janeiro (do enviado especial) - No meio de anônimos e famosos, Geovani de Carvalho, bailarino técnico contemporâneo angolano, contribuiu para o sucesso coreográfico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na noite de sexta-feira, madrugada de sabado em Luanda.

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Bailarino angolano esteve no bloco geometrização de Déborah Colker

Foto: Cedida

A presente edição seguiu a tradição de anteriores, contando a história do país-sede e do seu povo. A coreógrafa Deborah Colker, uma das mais renomadas da dança brasileira, é quem assinou a coreografia do espectáculo. Mas poucos poderiam imaginar que havia  angolano no meio dos artistas da primeira edição na América do Sul do maior evento desportivo do planeta, encantando o público dentro e fora do Estádio.  

Entrou para o projecto de Déborah apenas por diversão, para passar tempos livres, porém acabou envolvido com o convite da coreógrafa, que notou no angolano, natural de Luanda, talento para festa do desporto e integrou-o no bloco Geometrização.

Geovani de Carvalho, 28 anos de idade, é produto do concurso Bounce em Angola, promovido pela Semba Comunicação. Encontrou oportunidade de mostrar seu valor no Rio de Janeiro, onde vive há quatro anos, após ter-se casado com uma brasileira.

A inquietação e o gosto pela diversidade não se tornaram marca do trabalho de Deborah Colker por acaso. Criada entre a solidão do estudo do piano clássico e a prática de voleibol, a coreógrafa carioca iniciou-se na dança contemporânea como bailarina do Coringa, da uruguaia Graciela Figueiroa, grupo que marcou época no Rio de Janeiro dos anos 1980.

Em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker subia à cena pela primeira vez no palco Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes do país, dividindo a noite com o Momix, o cultuado grupo de Moses Pendleton.

Assuntos Polidesporto  

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