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01 Outubro de 2017 | 18h03 - Actualizado em 01 Outubro de 2017 | 18h03

Girabola2017: Desportivo da Huíla encosta Petro de Luanda "às cordas"

Lubango - A derrota do Petro de Luanda, hoje, no Lubango, para o Desportivo da Huíla, por duas bolas a zero, é como que a "crónica de uma morte anunciada", pois os huilanos sempre deram muito trabalho a equipa "Eixo Viário", que tem distante a memória da última vez que venceu nas terras do "Cristo Rei".

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Huíla: Desportivo da Huíla Vs Petro de Luanda

Foto: Morais Silva

A partida pontuável para a 26ª jornada começou com um cabeceamento de Nandinho que recebeu aos dois minutos um cruzamento "de letra" de Mwenho, obrigando Gerson a uma defesa de recurso.

Com o estádio do Ferroviário a "rebentar pelas costuras", sobretudo com disputa de adeptos do Petro de Luanda e do 1º de Agosto, já que os do Desportivo da Huíla tinham pouca expressão, o começo foi equilibrado, com ambas formações a estudarem o adversário.

Aos sete minutos, Tiago Azulão teve nos pés a primeira oportunidade de visar à baliza adversária, após livre marcado por Job, mas deixou-se antecipar pela defensiva militar huilana. Dois minutos mais tarde, de livre directo, Job, obrigou Kiss a uma defesa apertada.

A partir daí a equipa de Luanda tomou conta do jogo, mas o nervosismo de alguns dos seus jogadores estragou os planos de Bianchi, sobretudo Job que quase chegou às vias de facto com Mário Soares.

O jogo correu o seu curso normal, mas só aos 25 minutos, Tiago Azulão viria a incomodar a defesa adversária, porém com um remate mau, respondendo a um cruzamento de Tony.

Aos 30 minutos, o primeiro grande momento do jogo, numa brincadeira de mau-gosto, Hélio entregou deliberadamente a bola a Bruno, que não se fez rogado e bateu Gerson, era o grito de alegria aos “pés” do Cristo Rei.

O Desportivo teve a chance de ampliar ainda na primeira parte, com Nandinho aos 45 (+2) minutos, a obrigar a uma defesa apertada do guarda-redes contrário. As duas equipas foram ao intervalo com a vantagem do Desportivo.

A segunda parte começou com chuva intensa, um condimento que associado ao relvado mal tratado do estádio criou dificuldades aos executantes da bola, sobretudo do Petro de Luanda.

No reatamento, o Petro fez a primeira substituiçãoalteração, Nandinho deu lugar a Mateus. Incomodado com o resultado, Bianchi chamava mais um avançado, Manguxi, que rendeu Tony, mas o resultado em campo não apereceu, a equipa jogava mal e reclamava sempre que o árbitro António Dungula apitasse contra si.

Num livre directo, veio o segundo golo, do mais improvável, o defesa esquerdo Mwenho, que colocou em sentido o guarda-redes Gerson, aos 62 minutos, encostando os visitantes às cordas. A chuva adensou-se, as dificuldades para gerir a bola em campo também.  

A defesa do Desportivo anulou as principais peças do Petro e as enervou, colocando quase sempre "pés pelas mãos".

O Petro sabia de antemão das dificuldades que havia de passar. Mesmo com a força dos seus adeptos, perdeu a batalha contra o Desportivo da Huíla, contra a altitude e a chuva.

Aos 76 minutos Bruno, num remate à meia-volta, quase marcou, mas desta vez Gerson esteve atento e mandou a bola para canto.

Com esse resultado o Desportivo da Huíla tem praticamente assegurada a sua permanência no Girabola, com 34 pontos.

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