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02 Janeiro de 2018 | 16h09 - Actualizado em 02 Janeiro de 2018 | 16h01

Retrospectiva 2017: 1º de Agosto "bisa" em ano de gala da FAF

Luanda - Num ano em que a Federação Angolana de Futebol (FAF) organizou a primeira gala do Prémio Palancas Negras, o 1º de Agosto confirmou a supremacia no Campeonato Nacional, ao conquistar a competição pelo segundo ano consecutivo. Mas a nota negativa foi mesmo a morte de 17 adeptos na abertura do Girabola, por asfixia no estádio 4 de Janeiro entre Santa Rita de Cássia do Uíge e o Libolo (0-1).

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Atletas do 1º de Agosto festejam mais um título

Foto: António Escrivão

(Por Pascoal Bernardo)

Nem mesmo as saídas de Ary Papel e Gelson Dala, principais estrelas dos “agostinhos” em 2016, agora a vestirem as camisolas dos leões de Alvalade (Sporting de Portugal), impediram os militares de concretizarem o bicampeonato, o 11.º no seu historial, apesar duma época atolada de lesões.

A conquista foi às ordens do “doente” Dragan Jovic, técnico bósnio que sai alegadamente por questões de saúde, deixando um legado muito rico ao sucessor, o sérvio Zoran Maki.

A formação afecta às Forças Armadas Angolanas (FAA) terminou a prova com 65 pontos, mais três que o segundo classificado, o Petro de Luanda, que viu o seu atacante brasileiro Tiago Azulão sagrar-se melhor marcador da prova, com 16 golos.      

A época do 1.º de Agosto começou em grande, ao vencer a Supertaça diante do Recreativo do Libolo, por 1-0, depois veio o almejado “bis” do Girabola, falhando o “triplete”, em virtude da derrota, na final da Taça de Angola, diante do seu arqui-rival, Petro de Luanda (1-2).  

Facto para dizer que a escola da Europa do Leste tem sido a tábua de salvação da equipa do Rio Seco: Primeiro foi o jugoslavo Dusan Kondic, a terminar um jejum de 10 anos, quando fez o bicampeonato em 1991/92 e agora Dragan Jovic a matar a “sede” dos adeptos, nove anos depois, também com um “bis”, para não falar do jugoslavo Ivan Ridnivic, que deu o segundo título de campeão ao 1.º de Agosto, em 1980. 

FAF realiza primeira gala do Prémio Palancas Negras

Fruto da superioridade em 2017, o  1.º de Agosto viu reconhecido o esforço, tendo sido  o clube mais consagrado na primeira gala de futebol “Palancas Negras”, organizada pela Federação Angolana da modalidade, vencendo nas categorias Escola de  formação, Clube do Ano, Treinador do ano (Dragan Jovic), Golo  do ano (Bobó) e dirigente do ano (general Carlos Hendrick).

Quem também arrebatou alguns prémios foi o Petro de Luanda, vice-campeão nacional e vencedor da Taça de Angola, com o melhor jogador (Tiago Azulão), melhor claque e melhor guarda-redes (Gerson).

António Dungula foi eleito melhor árbitro; Gerson Emiliano, o melhor árbitro-assistente; Kaporal, do 1.º de  Maio de Benguela, jogador-revelação; Bastos, da Lazio de Roma de Itália, venceu o prémio de melhor  jogador angolano na diáspora.

Foram, igualmente, homenageadas várias figuras que se destacaram nos clubes e na Selecção Nacional, no período de 1975 a 1985, nomeadamente, Eufrazina Maiato, Irene Gonçalves, Guigui, Rui Araújo, Salviano Magalhães, Dionísio de Almeida, Rui Gomes, Manecas Leitão, Napoleão Brandão, Pedro Garcia, Carlos Alves, Domingos Inguila, Arnaldo Gamonal, Ti Guimas, João Lara, Luís Gomes dos Santos, Manuel Pimentel, Rúben Garcia, Eduardo Laurindo, Ti Lino, Sarmento Seke, Nicolas Berardinelli, Manuel Loth, Hermínio Escórcio, Daniel Ndunguidi, Bastos de Almeida” Likas”, Eduardo Laurindo, Lutero da Mota (homenagem póstuma).

Esta primeira edição da gala "Prémios Palancas Negras" em futebol envolveu 13 categorias e teve por objectivo distinguir agentes e instituições desportivas que se destacaram ao longo da época 2017.

Campeões fracassam e Libolo atinge fase de grupos nas Afrotaças

Apesar do domínio interno, os campeões nacionais não conseguiram “espalhar o seu perfume” nas competições africanas, ao serem afastados logo na primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.

Depois da derrota no jogo da primeira mão, por 0-1, no terreno dos ugandeses do Kampala City, o 1.º de Agosto não conseguiu dar a volta ao texto, apesar da vitória de 2-1 na partida de resposta, resultado insuficiente para manter avante os intentos dos militares. 

Enquanto isso, o Recreativo do Libolo conseguiu atingir a fase de grupos da Taça da Confederação, mas falhou o apuramento aos quartos-de-final, ao terminar na terceira posição num grupo em volto à polémica.

A suspensão da Federação Sudanesa pela FIFA retirou os seus clubes das competições continentais. Em face disso, o então líder do grupo do Libolo "cedeu" lugar para o representante angolano seguir como segundo colocado.

Dias depois, a FIFA levantou a suspensão, a tempo de os sudaneses voltarem à competição, para a tristeza da turma do Cuanza Sul.

Para chegar à fase de grupos, o tetracampeão do Girabola deixou para trás o Ngezi Stars do Zimbabwe, com saldo de 2-1, e o CNAPS do Madagáscar, ao beneficiar de empates a um golo no reduto adversário e outro nulo no estádio de Calulo.

Palancas garantem terceira presença no CHAN, mas falham na Cosafa

Sob comando técnico, na altura, do hispano-brasileiro Beto Bianchi, a Selecção Nacional de futebol qualificou-se para a 5.ª edição da Taça Chan 2018, sua terceira presença nesta competição reservada a atletas que actuam nas competições internas, depois do Sudão2011, onde foi finalista derrotado, e Rwanda2016 (afastada na fase de grupos).

Para isso, os Palancas Negras eliminaram as Ilhas Maurícias, com duplo triunfo de 1-0 e 3-2, e o Madagáscar, com saldo de uma vitória (1-0) e um empate (0-0). 

A nível da Taça COSAFA, disputada entre Junho e Julho, na África do Sul, o combinado nacional falhou o objectivo da conquista do troféu desta prova da região austral do continente berço, taça que já venceu por três ocasiões (1999, 2001 e 2004).

Nesta competição, a Selecção começou por vencer as Ilhas Maurícias (1-0) e empatou a zero nas jornadas seguintes diante da Tanzânia e do Malawi.

Angola somou cinco pontos, os mesmos que a Tanzânia, que terminou com maior saldo: marcou três e sofreu um (+2), enquanto os angolanos marcaram um e não sofreram (+1). O Zimbabwe foi o vencedor desta edição, ao bater na final a Zâmbia, por 3-1.

Já na caminhada ao CAN2019, nos Camarões, os Palancas Negras tiveram desaire no arranque, ao perderem, em Junho, em Ouagadougou, diante do Burkina Faso, por 1-3, em jogo da primeira jornada do Grupo I.

Os burkinabes foram os primeiros a marcar, por Bancé, aos 22 minutos, mas Gelson Dala, logo a seguir, restabeleceu a igualdade. Perto do intervalo, Bancé, na transformação de uma grande penalidade, voltou a dar vantagem aos donos da casa. Na segunda parte, o Burkina Faso fez o terceiro, por Traoré.

Para esta competição, Angola volta a jogar apenas em Março de 2018, frente ao Botswana, que perdeu, no seu reduto, diante da Mauritânia, na outra partida do grupo.   

Em Novembro, os Palancas Negras deixaram de contar com os préstimos do técnico do Petro de Luanda, Beto Bianchi, para se dedicar somente à equipa tricolor, que estará engajada nas competições africanas. O treinador esteve desde Março à frente da Selecção Nacional. Em sua substituição, foi contratado o sérvio Srdjan Vasiljevic, para um período de dois anos.

Regresso dos Palanquinhas a Toulon

Depois da última participação, em 1996, onde foi eliminada na primeira fase, a Selecção de futebol em sub-20 regressou este ano, em Junho, ao Torneio Internacional de Toulon (França), evento que ficou marcado pela deserção do jogador Tulomba Kumuelo Eduardo “Rachid”.

Às ordens do alemão Igor Lazic, os palanquinhas voltaram a ficar na fase de grupos (A), onde terminaram na segunda posição, com quatro pontos, fruto de uma vitória, um empate e uma derrota.

No seu regresso, os angolanos começaram por perder por 0-1, com os ingleses (que vieram a conquistar o troféu), em seguida, empataram a um golo com os japoneses e na terceira jornada golearam os cubanos (5-1).

Nesta prova, o atleta do Real Sambila, Rachid, desertou após o último encontro com Cuba.

Depois de Toulon, os sub-20 participaram na Taça Cosafa nesta categoria, no mês de Dezembro, onde tiveram prestação pobríssima, sem marcar golos.

Neste torneio regional, os palanquinhas estiveram inseridos no Grupo C, com a Namíbia, adversário para quem perdeu na primeira jornada (0-1), com o Zimbabwé (mesmo resultado) e com o Lesotho (0-0).

Fracasso dos sub-17 no Gabão

Depois de muito prometer, em função das grandes exibições na fase qualificativa, onde afastou convincentemente as Ilhas Maurícias (agregado de 4-0) e as Ilhas Comores (7-0 no cômputo das duas mãos), a Selecção sub-17 de futebol não passou da fase de grupos do campeonato africano da categoria, disputado em Maio, no Gabão, tal como aconteceu nas outras duas edições, no Botsuana, em 1997, e Guiné Conacri, em 1999.

O combinado nacional, que participava na prova 17 anos depois, ficou na última posição do grupo B, com apenas um ponto, falhando, deste modo, o objectivo de se qualificar para as meias-finais.

Os pupilos de Languinha Simão começaram por empatar a dois golos com o Níger, quando até se encontravam em desvantagem de 0-2, depois perderam para a Tanzânia (1-2), terminando com derrota de 1-6, frente ao Mali, que viria depois a conquistar o troféu, batendo na final o Ghana (1-0).

Assuntos Futebol  

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