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13 Junho de 2018 | 15h15 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 15h41

Mundial2018: Mo Salah - a esperança africana

Luanda - O mundo vai "parar" para ver as principais figuras do futebol a exibirem-se no Mundial da Rússia, de 14 de Junho a 15 de Julho, dos quais 115 saídos de África. No entanto, um destes tem responsabilidades acrescidas e é a grande esperança do continente "berço".

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Selecção do Egipto (Arquivo)

Foto: Pedro Parente

(Por Nelson Pascoal)

O futebol é uma modalidade colectiva, mas Messi e Cristiano Ronaldo, para falar apenas dos últimos anos, provam que um jogador pode fazer toda a diferença. Deste modo, o avançado egípcio Mohamed Salah, melhor jogador de um dos campeonatos mais competitivos do mundo (Premier League/Liga inglesa), não deverá ser a excepção.

A brilhante prestação de Mohamed Salah quer na Liga Inglesa quer na Liga dos Campeões pelo seu actual clube, o Liverpool, confirma a alta qualidade deste jogador de ímpeto atacante e goleador, sendo por isso um dos nomes definitivamente a ter em conta para o Mundial. À sua conta, marcou cinco golos nos últimos seis jogos da fase de qualificação, incluindo o derradeiro penalty que carimbaria a passagem do Egipto para a prova.

É neste momento a principal referência do futebol africano e sem dúvidas será a grande bandeira do continente no Mundial. Está ao nível dos grandes e corre sérios riscos de subir ao pódio na premiação do melhor jogador do ano, mas vai depender muito da sua prestação em particular, do Egipto no geral, na prova a ser disputada na Rússia.

A temporada 2017/18 foi a melhor da sua carreira, tendo se afirmado como a principal figura da formação inglesa, principalmente com a saída de Coutinho, e liderado a equipa até a final da Liga dos Clubes Campeões da Europa. Não conquistaram títulos, ficando em quarto no campeonato inglês, mas a sua performance deixou o “mundo” rendido ao seu talento.

A possibilidade de estar entre os três melhores do ano já é uma vitória para o futebolista egípcio, uma vez que para tal feito, maior parte das vezes, é necessário conquistar títulos, independentemente das exibições individuais, o que não aconteceu com Salah.

Nem tudo foi um “mar de rosas” para a nova jóia africana, que atravessou um mau período antes de chegar a um outro grande da Europa, depois de ter passado pelo Chelsea, também da Inglaterra.

Em 2014, ainda ao serviço do FC Basel da Suíça, brilhou na Liga dos Clubes Campeões frente ao Chelsea, tendo despertado a atenção do técnico “Blue” José Mourinho, que no mesmo ano o levou para a Inglaterra.

Em terras de sua majestade a adaptação não foi fácil, tendo sido emprestado, no ano seguinte, à Fiorentina de Itália. Passou também pela Roma, no mesmo campeonato por empréstimo, até os romanos accionarem a cláusula de compra, desvinculando-se completamente do Chelsea.

Em 2017 protagonizou a transferência mais cara de um futebolista africano, assinando pelo Liverpool por 42 milhões de euros. Depois das más lembranças deixadas no Chelsea, o jogador sabia que tinha de mostrar o seu real valor e que a adaptação ao exigente campeonato já não poderia justificar um eventual fracasso.

Salah, mesmo não sendo um jogador de área, marcou golos atrás de golos, num total de 44 na temporada de estreia e tornando-se na “estrela” da equipa.

Mas a época que começou bem terminou mal para Salah. Na final da Liga dos Campeões, diante do Real Madrid, lesionou-se numa disputa de bola com Sérgio Ramos e não terminou o jogo, em que a sua equipa perdeu por 1-3.

A gravidade da lesão fez disparar todos os alarmes, estava em causa a sua presença no Mundial. Os amantes do futebol, africanos em particular, desesperaram-se, porque estava condicionada a presença na prova da principal referência africana!

O seleccionador egípcio, Hector Cuper, disse que tinha dificuldades em preparar a equipa sem o “craque”, os adeptos “atiraram a toalha ao tapete” quanto a uma provável surpresa dos egípcios. Contudo, não só de más notícias vivem os africanos, no que o futebol diz respeito. A federação do Egipto anunciou que o jogador estará disponível para o Campeonato do Mundo.

Talvez esteja limitado, mas a sua presença aumenta as esperanças dos africanos na prova.

O Egipto está no grupo A, ao lado da anfitriã Rússia, Arábia Saudita e Uruguai.

Assuntos Mundial de Futebol  

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