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08 Fevereiro de 2019 | 20h21 - Actualizado em 08 Fevereiro de 2019 | 21h45

AfroLiga: Pela 2ª vez MVP - Cipriano, Mingas ou Quezada?

Luanda - A distinção para o troféu de jogador mais valioso (MVP) da AfroLiga em Basquetebol coloca à prova, dentre vários participantes, um quinteto com possibilidade de ser nomeado pela segunda vez (máximo no histórico da competição), do qual integram os angolanos Olímpio Cipriano, do Petro de Luanda, e Eduardo Mingas, do 1º de Agosto.

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Eduardo Mingas, poste do 1º de Agosto (arquivo)

Foto: Antonio Escrivao

Por Valentim de Carvalho

Além dos dois acima indicados, constam o norte-americano de origem dominicana Emanuel Quezada (1º de Agosto), o marroquino Abdelhakim Zouita (AS Salé) e o norte-americano Wayne Arnold (AS Salé do Marrocos), cujas equipas figuram entre as principais candidatas a atingir à final, a ser disputada no sistema final-four, ou seja, a quatro.

À semelhança das anteriores provas, então denominadas Taça dos Clubes Campeões, a AfroLiga, a disputar-se de 8 de Fevereiro a 5 de Maio, desperta no seio dos mais ambiciosos jogadores interesses que os levam a grandes sacrifícios, além da luta pelo troféu de campeão.

Com a média de idade a rondar os 35 anos, o quinteto tem Mingas (40 anos) como o mais velho e Zouita (32) o mais novo. Cipriano tem 36 anos, Quezada e Wayne 33 cada, pelo que se espera que a “avançada” idade não venha a constituir factor “impeditivo” ao desempenho destes no torneio africano.

A nível interno, pelo menos, Mingas, Quezada e Cipriano têm demonstrado ainda físico, técnica e sobretudo maturidade suficiente para “carregar” suas formações à conquista do “caneco” africano e colocar-se, assim, em melhores condições para arrebatar o prémio de MVP da primeira edição com a denominação AfroLiga (33ª no geral).  

Ser o mais notável de uma competição de tamanha grandeza a nível do continente, à dimensão da Liga, é obra apetecível por muitos, mas, por mais bem dotados que sejam em todas as vertentes do jogo, apenas um “galo” poderá ocupar o “poleiro” da edição 2018/19 e igualar o feito do antigo internacional angolano Joaquim Gomes “Kikas”, que ao serviço do 1º de Agosto se sagrou MVP nos anos de 2008 e 2010, em provas ganhas pela sua equipa, na Tunísia e no Benin.

Já sem a concorrência de exímios executantes que os antecederam no inicio deste decénio, nomeadamente o tunisino Bem Romdhane (MVP em 2011, com o Etoil du Sahel), o angolano Carlos Morais (2012/Petro) e o norte-americano Cedric Ison (2013/D’Agosto), aos integrantes do quinteto recai algum favoritismo comparativamente aos demais adversários, em face da sua experiência e capacidade técnica, bem como pelo potencial dos seus planteis.

Outro motivo que os coloca à frente entre os candidatos a MVP é o facto de quatro (dos cinco) terem-se “apossado” da distinção nos anos seguintes: Eduardo Mingas foi coroado em 2014, na conquista do Recreativo do Libolo (já extinto); Emanuel Quezada em 2015, ao serviço do Petro de Luanda; Wayne Arnol (2016) e Abdelhakim  Zouita (2017), ambos em representação do AS Salé do Marrocos.

Olímpio Cipriano, recorde-se, alcançou o prémio no longínquo ano de 2007, quando representava o clube “militar” do Rio Seco.  

O quadro histórico dos mais valiosos, distinção iniciada em 2002, é totalmente dominado por atletas de equipas angolanas, entre nacionais, nacionalizados e expatriados, pois, das 14 indicações até então, somente quatro foram para outras paragens.

Abdel Bouckar, tchadiano nacionalizado angolano, abriu as hostilidades na primeira consagração dos “agostinos” em 2002, na capital do país, Luanda, numa altura em que a prova era realizada no intervalo de dois anos. Em 2004, o último campeonato no regime bi-anual não distinguiu o mais valioso.

O ivoirense Stephane Konaté, do Abidjan Basket Club, intrometeu-se na corrida ao ser distinguido, em 2005, quando esta formação venceu o campeonato no seu país, e nas cinco edições seguintes a eleição de MVP só deu Angola, com as respectivas equipas a sagrarem-se vencedoras do torneio.

Milton Barros em 2006 pelo Petro, Olímpio Cipriano (2007/1º de Agosto), Kikas Gomes (2008/1º de Agosto), Vladimir Ricardino (2009/1º de Agosto) e novamente Kikas Gomes em 2010 pelos “militares”.

O processo hegemónico voltou a conhecer interregno de um ano por parte dos representantes angolanos, pois o marroquino Ben Romdhane conquistou o troféu de MVP, em 2011, e a sua equipa, Etoil du Sahel, o título.

Na prova seguinte (2012) registou-se então a grande excepção, visto que pela primeira vez foi eleito MVP um atleta cuja equipa não venceu o torneio. Coube o feito ao angolano Carlos Morais, na altura em representação do Petro de Luanda, que perdera a final para os compatriotas do 1º de Agosto.

Cedric Ison, americano ao serviço do D’Agosto, em 2013, Eduardo Mingas (Libolo) em 2014 e o americano Emanuel Quezada, em 2015, pelos petrolíferos, foram os últimos representantes de Angola a conquistarem os títulos de MVP e campeão da Liga africana.

Em 2016 outro não campeão foi considerado jogador mais valioso da competição. Apesar de a sua equipa (AS Salé do Marros) ter se classificado na terceira posição, o norte-americano Wayne Arnold ficou com a distinção.

Já na última edição, em 2017, foi coroado MVP o marroquino Abdelhakim Zouita, na consagração do AS Salé em território egípcio (Cairo).

E desta vez. Os representantes de Angola (Cipriano, Mingas e Quezada) recuperam a distinção, o americano Wayne conseguirá, o marroquino Zouita manterá em sua posse ou teremos um estreante MVP? Haver vamos, ao cabo de três meses.

Assuntos Basquetebol  

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