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20 Maio de 2019 | 13h50 - Actualizado em 28 Maio de 2019 | 17h50

Andebol: Com olhos no mundo, depois do domínio em África

Luanda - Angola assinala nesta segunda-feira (20) o Dia Nacional do Andebol, a modalidade mais titulada, em femininos, a nível de África, e aposta agora em novas conquistas nas competições mundiais.

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Campeãs africanas - o desafio é o mundo

Foto: Foto de Francisco Miúdo

(Por Marcelino Camões)

Institucionalizada há 41 anos, a efeméride marca a estreia de Angola num Campeonato Africano.

A reflexão sobre a data vai para lá dos títulos e troféus conquistados, ficando bem claro que o objectivo passou a ser a conquista do pódio nos Mundiais e Jogos Olímpicos.

Um mero sonho, ou algo que se pode tornar realidade a curto, médio ou longo prazo? A resposta está clara na ambição federativa e no trabalho em curso. Tudo está a ser feito para que se torne conquista.

Após quatro décadas de domínio no continente, com 13 títulos, 14 presenças em Campeonatos do Mundo e seis em Jogos Olímpicos, as senhoras têm, este ano, a oportunidade de fazer melhor que a 7.ª posição alcançada no Mundial de França, em 2007.

Naquela prova, a já retirada Marcelina Kiala foi a segunda melhor marcadora e esteve entre as dez concorrentes ao título de melhor andebolista do mundo.

Já sem as “estrelas” de outros tempos, a selecção feminina participa no Campeonato do Mundo, a disputar-se de 29 de Novembro a 15 de Dezembro próximo, no Japão, uma empreitada para a qual a Federação contratou o dinamarquês Morten Soubak, renomado técnico que já conquistou a prova pelo Brasil, em 2013.

Pedro Godinho é bem a personificação da energia de que a modalidade precisa. É o nono presidente da instituição (desde 2009), depois de Francisco Almeida, Hélder de Moura, José Sardinha, Marcelino Lima, Augusto Figueiredo, José de Lima, Hilário de Sousa e Archer Mangueira.

A vontade de empreender, baseada em estratégias de marketing, com a aplicação de políticas consentâneas de desenvolvimento, tendo como base a formação de técnicos, a massificação pelo país e a colocação do maior número de atletas jovens em clubes de topo na Europa, fê-lo ganhar parcerias importantes no mundo empresarial.

Além de, como vice-presidente da Confederação Africana de Andebol (CAHB), liderar uma acção que visa levar a disputa dos Campeonatos Nacionais seniores masculinos e femininos a outras províncias. O Bié e o Moxico são exemplo disso.

Tendo Luanda e Benguela como maiores centros de desenvolvimento, esta modalidade contava, até ao ano passado, com 2.800 atletas federados, entre masculinos e femininos.

A aposta na formação resultou na participação nos campeonatos do Mundo da Macedónia-2007, Bósnia Herzegovina-2013, e Brasil-2015.

No mesmo escalão, mas em masculinos, Angola marcou presença no Campeonato do Mundo disputado na Hungria, em 2013, após três presenças consecutivas em Campeonatos Africanos, designadamente em 2010, 2012 e 2014.

Este aniversário quase passou despercebido, mesmo para os fazedores da modalidade, não fosse a realização, sábado (17), da assembleia-geral extraordinária, onde, à margem, Pedro Godinho reiterou que deixa a Federação em 2020. É candidato ao cargo de presidente do Comité Olímpico Angolano.


 


 

Assuntos Andebol   Província » Luanda  

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