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26 Junho de 2019 | 18h11 - Actualizado em 26 Junho de 2019 | 18h56

Polidesporto: BP encurta verbas ao Petro do Huambo

Huambo - A multinacional petrolífera British Petroleum (BP) decidiu, este ano, reduzir pela metade o valor financeiro atribuído anualmente ao Petro do Huambo, tendo em conta as limitações da empresa, decorrentes da actual conjuntura macro-económica do país.

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Kabuscorp (vermelho) - Petro do Huambo

Foto: Antonio Escrivao

Ao confirmar o facto hoje, quarta-feira, à Angop, o presidente de direcção dos “alvi-negros”, Aníbal de Oliveira Salumbo, informou que, a partir deste ano, o clube passa a receber em kwanzas apenas o equivalente a meio milhão de dólares americanos.

Tal montante, segundo disse, não satisfaz as necessidades da agremiação que, actualmente, tem inscritos nas suas camadas de formação entre 250 a 500 atletas, nas modalidades de futebol, andebol, ginástica, basquetebol, xadrez, tae-kwandó e voleibol.

Embora concorde com as justificações do patrocinador, considera difícil a situação financeira do clube e lembra que antes do corte do orçamento a BP já não dava com regularidade o valor estipulado.

A título de exemplo, explicou, este ano o Petro do Huambo está a sobreviver do dinheiro do ano anterior, enquanto aguarda pelo envio da primeira prestação acordada para esta época.

Além de gastos correntes com os 35 funcionários e aquisição de equipamentos para as suas equipas de formação, o presidente de direcção dos “alvi-negros” informou que o dinheiro do patrocinador também está a ser usado para a recuperação das infra-estruturas sociais que passarão a servir de fonte alternativa de receitas.

Por esta razão, apela o bom senso dos responsáveis da BP no sentido de cumprirem com os prazos na alocação dos recursos (uma vez no final de cada um dos semestres), para que as dificuldades do clube não se agravem ainda mais.

Fundado a 5 de Janeiro de 1980, o Petro do Huambo mergulhou na sua pior crise financeira em 2005, depois de deixar de ter o patrocínio da SONANGOL, dando lugar à British Petroleum.

Apesar dos parcos recursos, o clube continua a desenvolver no bairro Kambiote, arredores da cidade do Huambo, o seu projecto denominado “futebol para a cidadania”, iniciado em 2011, do qual estão inscritos 270 crianças e adolescentes.

Até 2015, este projecto, que sobrevive fruto da solicitação dos pais dos beneficiários, por reconhecerem a importância do mesmo na promoção de valores de cidadania aos seus filhos, era co-financiado pelas petrolíferas British Petroleum e Sonangol.

A cumprir o seu primeiro mandato, Aníbal de Oliveira Salumbo quer tornar o clube auto-sustentado e acrescenta que o ideal seria ter um orçamento anual a rondar os dois a três milhões de dólares, por causa do leque de modalidades que o conjunto movimenta.

Assuntos Província » Huambo  

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