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01 Julho de 2019 | 18h08 - Actualizado em 01 Julho de 2019 | 20h29

Benfica do Huambo desesperado pelo abandono das obras do seu estádio

Huambo - O presidente de direcção do Benfica do Huambo, Amílcar Amândio Kandimba, manifestou hoje, segunda-feira, o desespero do clube, por causa do abandono, há oito anos, das obras de construção do estádio, no bairro Cacilhas, arredores da sede provincial.

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Em declarações à Angop, informou que, até a presente data, a direcção “encarnada” não recebeu qualquer esclarecimento dos ministérios da Juventude e Desportos, bem como da Construção e Obras Públicas, responsáveis pela empreitada.

Lembrou que a demolição do estádio, para dar lugar a um novo (moderno e maior), foi feita sem ter sido consultada a direcção do clube, razão pela qual sente-se impotente diante da actual situação.

“Fomos colocados à margem de tudo, mesmo sendo beneficiários imediatos, nunca alguém nos informou acerca dos trabalhos. Infelizmente, nem sequer nos foi mostrado o projecto, para não falarmos de outras situações”, lamentou.

Amílcar Amândio Kandimba afirmou que o silêncio das autoridades envolvidas no processo, apesar da intermediação do Governo da província, desde 2012, está a colocar o clube numa posição de descrédito total diante dos sócios que acusam a direcção de cumplicidade e incompetência.

O presidente dos “encarnados” referiu que em Abril de 2018 a actual ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, prometeu, depois de visitar o local, retomar as obras, este ano, no âmbito da execução do programa de investimentos públicos.

Terminados os primeiros seis meses do ano, disse que nada de novo aconteceu, facto que está a aumentar ainda mais a pressão dos sócios, adeptos e da população em geral sobre a direcção do antigo Mambrôa.

“Oito anos depois, não conseguimos ver uma luz no fundo do túnel. As nossas cartas de protesto nunca foram respondidas. Já não sabemos onde recorrer, mesmo conhecendo as entidades que demoliram o nosso antigo estádio”, desabafou.

A consignação e arranque das obras aconteceu a 26 de Novembro de 2011, em acto orientado pelo então ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, na presença do então secretário de Estado para a Construção, Joanes André.

O prazo de conclusão da infra-estrutura, co-financiada pelos Ministérios da Construção e da Juventude e Desportos, era de nove meses, num investimento inicial de 844 milhões, 462 mil e 654 kwanzas, parte do qual, correspondendo a 1ª fase dos trabalhos, já tinha sido paga, segundo informou o presidente do clube.

Oito dias depois da demolição das bancadas e do camarote, que abrigavam cerca de cinco mil espectadores, remoção da relva e destruição dos balneários dos jogadores e do muro, o único trabalho feito foi a colocação da base de sustentação para as bancadas do estádio novo.

Desde então, as obras de construção do estádio de futebol do Benfica do Huambo foram abandonadas e o local transformado em refúgio de marginais e depósito de resíduos sólidos urbanos.

Em Abril de 2013 a empresa construtora (Omatapalo) retirou de lá os seus equipamentos de trabalho e o pessoal, e, como consequência, os populares vandalizaram na totalidade o muro de vedação que ainda restava para sinalizar o estado de obras.

Até ser demolido, o estádio, um dos primeiros em Angola, erguido na era colonial,  possuía a melhor relva do país e uma das melhores pistas de atletismo em terra batida. Foi palco, em 1981, de jogos internacionais, quando o país acolheu a II edição dos jogos da África Central, além de ter acolhido, 10 anos depois, duas partidas entre a selecções do Huambo e a sub-20 de Portugal, campeã do mundo na época.

Triste com a situação, Amílcar Amândio Kandimba comparou a destruição do estádio a uma “morte” silenciosa do clube, um dos mais afamados na época colonial e nos primeiros anos após a independência nacional.

“Não nos adianta, agora, falar dos prejuízos decorrentes desta situação. O estádio do Mambrôa era a bandeira do desporto local e nacional, o que vemos, actualmente, é um desprestígio à história do nosso clube”, manifestou.

O Sport Huambo e Benfica-Mambroa foi fundado a 29 de Setembro de 1931, por iniciativa de um grupo de cidadãos portugueses, simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica de Portugal, ávidos de o transformarem num dos maiores "colossos" das então colónias lusas.

No passado foi uma referência no desporto angolano, nas modalidades de basquetebol, sobretudo feminino, onde já sagrou-se vice-campeão nacional, e futebol, onde além de ser campeão na era colonial, obteve o 2º lugar no pós-independência (1986) e o 3º (1982, 1985 e 1988).

É detentor de um património social e desportivo, onde se destaca o estádio de futebol destruído, o pavilhão gimno-desportivo para desportos de sala, sede social, centro de estágio, sala de convívios e restaurante.

Assuntos Província » Huambo  

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