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23 Agosto de 2019 | 15h08 - Actualizado em 23 Agosto de 2019 | 15h27

Basquetebol/Mundial2010: Angola retrocede seis lugares

Luanda - Incapaz de melhorar ou no mínimo manter a nona posição da edição anterior, a selecção nacional sénior masculina de basquetebol decresceu significativamente na classificação do mundial de 2010, na Turquia, ao ocupar a 15ª posição, entre 24 participantes, assinalando uma etapa menos conseguida da sua história nesta "montra", até então difícil de superar.

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Pormenor de um jogo de Angola (branco) no apuramento ao mundial

Foto: Gaspar Santos

Por Valentim de Carvalho

Com o português Luís Magalhães no comando técnico, em substituição de Alberto de Carvalho “Ginguba”, e seis jogadores estreantes, a equipa angolana teve “curta” participação na prova ao encontrar a poderosa selecção dos Estados Unidos nos oitavos-de-final, constituída por atletas da NBA, entre os quais Kevin Durant, que viria a ser o MVP da competição.

Ao grupo não faltou experiência, pois reunia os melhores executantes da época, nomeadamente Kikas, Cipriano, Morais, Mingas e o regressado Miguel Lutonda, que três anos após ter deixado a selecção voltou para dirigir, em campo, o cinco nacional numa prova em que se esperava mais dos angolanos, devido a boa imagem deixada há quatro anos no mundial de 2006, no Japão.

Talvez fosse a série em que esteve (A) difícil de mais ao integrar as congéneres da Sérvia, Argentina, Alemanha e Austrália, além da Jordânia, única teoricamente ao seu alcance.

No entanto, Luís Magalhães e comandados fizeram o suficiente para atingir a etapa seguinte do torneio ao superar os alemães, por 92-88, após prolongamento, quando precisavam duas vitórias para os oitavos-de-final e tinham já ganho a “previsível” Jordânia (orientada pelo seu antigo técnico Mário Palma), por 79-65.

A qualificação resultou de enorme esforço da equipa, a qual impôs-se ante a Alemanha com igualdade a 78 pontos ao cabo dos 40 minutos regulamentares, com Felizardo Ambrósio a ser determinante na ponta final ao converter os pontos que levaram a decisão ao tempo adicional.

Desequilibrado, já quase ao chão, o extremo-poste marcou dois pontos decisivos para que se retardasse o desfecho da partida para mais cinco minutos, período suficiente para Cipriano (líder com 33 pontos em 34 minutos) e companheiros “desforrarem-se” da eliminação no mundial do Japão2006, em que Angola perdera para este adversário também no prolongamento.

Na sua sexta presença, a selecção nacional começou por perder frente a Sérvia (44-94), venceu a Jordânia no desafio seguinte (79-65), voltou a perder para a Argentina (70-91), ganhou a Alemanha (92-88) e no encerramento do grupo baqueou diante da Austrália (55-76), o que resultou no quarto posto da série, com sete pontos, e passagem aos oitavos.

Mas quis o destino que cruzasse a forte equipa norte-americana no caminho dos representantes africanos, que pouco ou nada tinham a fazer perante o jovem conjunto dos EUA “refeito” quase a última hora para o lugar das principais “estrelas” de então que haviam declinado a selecção, o qual tinha por obrigação demonstrar seu valor ao mundo e resgatar a hegemonia americana em competições do género.

Kikas foi o melhor “cestinha” desta partida com 21 pontos, superando Chancey Bilups (19), Kevin Durant e Eric Gordon, ambos com 17 pontos, mas a diferença entre as partes era abismal em todos os aspectos e nem as ajudas de Felizardo Ambrósio (12 pontos), Roberto Fortes (11) e Miguel Lutonda (8) foram suficientes.

Comandados pelos mais experimentados Lamar Odom, Chancey Bilups, Andre Iguadala e Derrick Rose, os “novatos” Russel Westbrook, Kevin Love, Steph Curry, Kevin Durant, Tayson Chandler e companhia aplicaram pesada derrota a selecção nacional (121-66), colocando fim a participação angolana.     

Em seis partidas, Angola média de pontos por jogos 67.7, converteu 406 pontos, sofreu 535 e obteve a 15ª posição, seis lugares acima da Cote d’Ivoire (21ª) e nove em relação a Tunísia, que ocupou o último posto (24º) do mundial ganho pelos Estados Unidos. As selecções da Turquia e Lituânia completaram o pódio.

Apesar do afastamento “prematuro”, Kikas Gomes “bisou” o 23º lugar no quadro geral dos marcadores, entre os 228 atletas presentes, com 13.2 como média de pontos por jogo, depois de ter ocupado esta posição em 2006. No topo da lista estiveram o argentino Luís Scola (27.1), o neozelandês Kirk Penney (24.7) e o norte-americano Kevin Durant (22.8).

Representaram o país no mundial de 2010, na Turquia (16ª edição), Olímpio Cipriano, Carlos Morais, Kikas Gomes, Carlos Almeida, Miguel Lutonda, Eduardo Mingas e os estreantes Roberto Fortes, Domingos Bonifácio, Leonel Paulo, Vladimir Ricardino, Divaldo Bunga e Felizardo Ambrósio.

Assuntos Basquetebol  

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