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09 Agosto de 2000 | 21h12

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A barragem hidroeléctrica de Capanda, Malange, cujas obras estão a todo vapor, vai triplicar oferta de energia no país

Foto: Foto Angop

Luanda, 09/08 - A barragem hidreléctrica de Capanda, na província de Malange, já tem 80% de sua construção concluída, e quando entrar em funcionamento irá triplicar a oferta de energia em Angola. Capanda terá capacidade para produzir 520 MW, superando a principal barragem de Angola, Cambambe, que gera 180 MW. Segundo o ministro das Águas e Energia, Luís Felipe da Silva, a finalização desta obra vai ser determinante na retomada do crescimento económico do país.#

Os equipamentos de Capanda já começam a ser montados. A maior parte do trabalho concentra-se agora na blindagem dos túneis onde serão instaladas as turbinas que transformam a força das águas em energia eléctrica.

"É daqui que vai partir realmente uma componenteimportante para o desenvolvimento de todo o país, desenvolvimentoenergético, social e agrícola e quanto mais cedo acabarmos, melhor",disse o ministro Luís Felipe da Silva.

A barragem, localizada na bacia do médio Kwanza, nos arredores do sítiohistórico do Pungo Andongo, é a maior obra de construção civil já feitaem Angola. Apenas com cimento, Capanda consome mais de três mil toneladas por mês. O projecto é levado a cabo por técnicos angolanos e brasileiros e pelaTPE, empresa russa especializada na construção de grandes barragens. Ao todo, são cerca de 2000 trabalhadores.

Capanda é uma barragem reguladora do caudal do médio Kwanza. As suas comportas vão controlar a vazão de água do rio, o que irá evitarinundamentos e grandes baixas no seu nível. Graças a essa estabilidade,outras sete hidroeléctricas poderão ser construídas entre Capanda eCambambe e, juntas, gerar mais de 5000 MW de potência.

A barragem também vai fazer surgir um lago artificial de 164quilómetros quadrados, que permitirá a fixação de populações e o desenvolvimento da agricultura.As suas obras começaram em em 1987 e seguiram adiantadas até 92.

A inauguração da barragem deveria acontecer em 94, mas depois de a UNITA perder as eleições (em 1992), invadiu Capanda, paralisou a obra e expulsou os moradores de toda a região. Oprejuízo causado pelos saques e destruição foi avaliado em cerca de 200milhões de dólares americanos.

O trabalho só recomeçou cinco anos depois. Mas, em janeiro de 99, oreacender da guerra fez Capanda parar novamente. As dificuldades deacesso e o terreno acidentado fizeram de Pungo Andongo uma dasprincipais bases da Unita na região, dando muito trabalho às ForçasArmadas Angolanas em retomar o controlo da área.

Hoje, as forças de Jonas Savimbi recuaram mais de 200 quilómetros.Capanda retomou as suas obras, Pungo Andongo está livre, e a localidaderetomou sua vida normal.

Veja onde ficam as barragens de Capanda e Cambambe