Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

17 Dezembro de 2011 | 02h34 - Actualizado em 17 Dezembro de 2011 | 02h34

Livro económico de Rui dos Santos aborda razões da crise internacional

Obra Científica

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Luanda - O contabilista angolano, Rui dos Santos, colocou hoje à disposição dos leitores, em particular economistas e empresários, a sua primeira obra científica intitulada “Do Tsunami Económico à Solução Utópica”, que reflecte entre outros problemas, as verdadeiras razões da crise económica internacional.


O livro, apresentado pelo escritor Artur Pestana “Pepetela”, em acto realizado na noite de sexta-feira, em Luanda, reúne cinco capítulos narrados em 77 páginas. Nele, o autor debruça-se sobre um conjunto de factores que interagem no circuito económico, com realce para o pagamento de impostos, o emprego, a produção e remuneração.


O livro está a ser comercializado a dois mil kwanzas, tendo sido prefaciado pelo economista Lago de Carvalho, para quem as reflexões alinhadas por Rui dos Santos transpiram inquietação e frustração sobre o caminho que a economia global está a seguir, mais ainda sobre o rumo de Angola.


Nessa primeira edição foram produzidos cinco mil exemplares.


Na óptica do autor, a crise económica internacional que se vive, já se adivinhava há muitos anos, pois segundo indicou na sua publicação, a mesmo começou a se instalar quando os sistemas informáticos se desenvolveram a ponto de permitir várias coisas, com realce para o fecho do cerco fiscal que impede a fuga ao fisco.


“A crise na Zona Euro resulta de uma vivência de 30 anos acima das suas capacidades, num sistema super protegido por sistemas sociais, para os quais os países não têm capacidade de pagar e pelo o facto de estarem a depender essencialmente do lucro, a chamada monitorização das coisas, sem pensarem no controlo das forças produtivas em termos de fábricas” – enfatizou.


Entre as soluções para conter esse fenómeno mundial, o contabilista e observador sugere que o novo método de geração de receitas dos países devia basear-se nas taxas e serviços, porquanto, imposto como tal, só o equivalente à taxa do condómino, circunscrita em quatro fases de implementação.


Assim, considerou a decisão política de estabelecimento desses sistemas, introdução do sistema de sobretaxas indirectas, introdução de um sistema de taxas diferenciadas, por tipo de actividade e indexadas à capacidade empregadora e a redução progressiva das taxas e sobretaxas por um sistema único de pagamento de serviços, como outra das possiveis vias de soluções.


Formado em contabilidade, Rui dos Santos começou a trabalhar aos 14 anos como fotógrafo numa câmara-escura. A sua trajectória no mundo do empresariado traz registos como o de vendedor de "porta-a-porta" para conseguir pagar os estudos. É auditor empresário.


Estiveram presentes no evento, realizado no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), economistas, bancários, empresários, jornalistas, políticos, entre outros.