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18 Março de 2011 | 19h02 - Actualizado em 18 Março de 2011 | 19h02

Investimentos sul-coreano podem facilitar transferência de tecnologia ao país

Economia

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Luanda - O Executivo Angolano espera que os empresários sul- coreanos venham viabilizar a intensificação da cooperação económica entre os dois países, com base na igualdade de benefícios e vantagens mutuas, facilitando a transferência de tecnologia para Angola, disse hoje, em Luanda, o ministro da Economia, Abraão Gourgel.

“É nossa expectativa que os investimentos Sul Coreanos facilitem o processo de transferência de tecnologia ao nosso país e tragam melhorias de gestão empresarial, assim como contribuam para melhorar o ambiente de negócios e o aumento da produtividade, em particular nos sectores da Agricultura e da indústria transformadora” – sublinhou o governante.

Abraão Gourgel, que discursava no Fórum Económico Angola/Coreia do Sul, explicou que Angola prioriza o investimento directo estrangeiro deste país asiático e dá suporte institucional à constituição de parcerias com empresários angolanos nas áreas da agricultura, geologia, minas, indústria transformadora, pecuária e pescas.

De acordo com o ministro, o mercado angolano oferece muitas oportunidades de negócio, daí que os apoios são extensivos ao fornecimento e distribuição de energia e águas, refinação de derivados de petróleo e até mesmo nos sectores transversais de apoio a outras áreas como os transportes, comunicações e banca comercial.

“A Coreia do Sul é um país com uma base industrial forte e voltada para a exportação. Com uma população de 48 milhões de habitantes, um PIB superior a 1.243 mil milhões de dólares e consequentemente um PIB pc (Per Cápita) de USD 25.000, qualifica esse país como uma potência industrial e um país de elevado nível de desenvolvimento humano” observou.

Abraão Gourgel referiu, nesse sentido, que o Executivo procura com as parcerias não apenas adicionar recursos financeiros para os investimentos públicos e privados, mas também recursos reais, ou factores produtivos, com destaque para as transferências de tecnologias as capacidades de gestão, o capital humano altamente especializado.

Angola, prosseguiu o interlocutor, está em pleno processo de construção de uma economia mais diversificada, de forma a ir muito além de uma economia petrolífera, sendo a sua base de recursos naturais, na sua maior parte ainda inexplorada, muito generosa, aguardando pelo empenho do sector empresarial privado.

“Há portanto, muitas oportunidades a serem aproveitadas, e precisamos desses investimentos, não apenas para ampliar a oferta interna de bens e serviços e a disponibilidade de divisas pela via de novas exportações, como também para a geração de rendimentos internos e de empregos produtivos, a uma população jovem” – reiterou.

Para que a mobilização dos esforços do sector privado seja bem sucedida, o Executivo tem consciência de que não basta assegurar as condições de estabilidade financeira e política, motivo pelo que insistirá na melhoria das infra-estruturas e assegurar um clima favorável aos negócios privados, principalmente aos investidores estrangeiros.

Neste contexto, disse ser necessário continuar-se a implementar os incentivos aos investimentos privados, incluindo sobretudo fiscais e aduaneiros, e regras estáveis e saudáveis de convivência e de parceria entre o sector empresarial público e o privado.    

Segundo o ministro da Economia, o motor do crescimento económico é o sector privado, razão pela qual afirmou que os investimentos privados vão assegurar a sustentação do crescimento de Angola.

“Mas sustentar taxas de crescimento do PIB ao nível dos dois dígitos, que é o nosso objectivo, requer rácios de investimento superiores a 25 porcento do Produto Interno Bruto. Se o sector público mantém os níveis de 10 porcento, caberá então ao sector empresarial privado alcançar rácios da ordem dos 15% ao ano” - concluiu.