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31 Julho de 2011 | 12h23 - Actualizado em 31 Julho de 2011 | 17h46

Economista aconselha "inteligência e sem euforia" na compra de empresas portuguesas

Angola

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Luanda – No momento de decisão para comprar empresas portuguesas que o governo luso colocou no mercado por força do acordo de resgate com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE), deve-se fazer uma selecção inteligente e sem euforia. 

O conselho foi dado neste sábado, em Luanda, pelo economista angolano José Cerqueira durante entrevista à Angop que abordou a crise económica e financeira em alguns países da zona Euro, incluindo Portugal.

Apesar de não estar ligado a nenhum dossier em preparação que aponte para investimento ou compra de empresas em Portugal, José Cerqueira diz que “intuitivamente não aconselharia ninguém a fazer grandes Investimentos naquele país, de momento”.

“Não quero dizer que tenha grande apreço da minha opinião, mas o que digo é como investidor eu não o faria (comprar), porque investirei num país cuja economia terá um crescimento negativo nos próximos anos e um crescimento certamente não superior a 3 por cento nos anos seguintes”, questionou. 

 José Cerqueira, que ocupou o posto de economista principal do primeiro programa de (Reformas Económicas, Saneamento Económico e Financeiro-SEF) em Angola, citou outros factores que contribuem, de momento, para que as autoridades angolanas não se mostrem eufóricas.

Essas diferenças entre os dois países, em termos económicos, são a juventude de Angola e a diversidade e grandeza dos seus recursos naturais que, segundo o economista, vão permitir um crescimento contínuo, contrariamente a Portugal.   

Outro elemento que a fonte apontou é o facto de a actual situação de crise em Portugal puder propiciar investimentos especulativos e não de precaução, que possam permitir à Angola criar um tesouro no exterior.

Entretanto, José Cerqueira sugere como boa área para se investir, neste momento em Portugal, a de distribuição, como “aliais acontece actualmente nos combustíveis”, onde a angolana Sonangol e a lusa GALP fazem parceria.

Nos últimos dias foram ventiladas notícias a darem conta da intenção de uma entidade bancária maioritariamente angolana, o BIC, de comprar o Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado pelo estado português, na sequência da descoberta de "graves irregularidades”.

Por força do acordo de resgate assinado com o FMI e BCE, o estado português encetou um processo de privatizações de algumas grandes empresas de sectores de comunicação social, energia, água, transportes e bancos.

Assuntos Província » Luanda  

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