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07 Janeiro de 2013 | 12h01 - Actualizado em 07 Janeiro de 2013 | 12h01

Inauguração do laboratório central marca actividade do sector agrícola

Retrospectiva 2012

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Luanda - O sector agro-alimentar do país tem merecido alguma atenção nos programas do Executivo, razão pela qual, no decurso de 2012, o Ministério da Agricultura inaugurou, em Luanda, o primeiro Laboratório Central Agro-alimentar.

Inaugurado pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Afonso Pedro Canga, o laboratório tem a capacidade de efectuar 40 mil análises/mês em quarenta amostras e garantir a qualidade dos produtos alimentares produzidos localmente e importados.

Trata-se de uma infra-estrutura fundamental para garantia da qualidade dos produtos consumidos no país e a segurança dos cidadãos. O laboratório reúne todas as condições tecnológicas e humanas para concorrer a acreditação e certificação internacional.

O empreendimento tem a cooperação com outras instituições, mormente universidades, centros do mesmo género dos países da SADC e da União Europeia, e conta com várias áreas, como sala de amostragem, congelação, físico-química, de análises de solos e de preparação da amostra, destilação de água, entomológicas, biologia molecular e gabinetes técnicos.

No período em análise, o MINADR executou programas que visaram a recuperação e construção de Institutos de Investigação veterinária das províncias do Huambo, Benguela, Huíla.

Relativamente aos incentivos para o aumento da produção agrícola em todo o país, o governo deu sequência aos programas de créditos agrícolas de campanha e de investimento, aprovados a 14 de Abril de 2010, cujo objecto é promover uma agricultura comercial moderna, competitiva e próspera, capaz de criar rendimento, com base em produtos diferenciados e de contribuir para o fortalecimento do sector agrícola nacional. 

Neste período, o sector da agricultura contou com o apoio significativo da banca, que além do crédito agrícola de campanha, concedeu o crédito de investimento, disponibilizado directamente pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e pelos bancos comerciais (BPC, BAI, Micro Finanças, Sol e BCI).

No domínio agro-pecuário, no quadro da estratégia de aumento de produtos, o ministério inaugurou na província do Moxico uma fazenda, com a capacidade para produzir anualmente mais de três milhões de ovos, milhares de toneladas de carne caprina e milhares de toneladas de hortícolas.

Por outro lado, em 2012, o executivo aprovou um conjunto de medidas direccionadas à implementação de programas e projectos de infra-estruturas de produção, conservação, processamento e de distribuição, instalação de pólos industriais, reabilitação e construção da rede viária assim como de sistemas de irrigação.

Atenção especial foi dada à agricultura familiar e aos programas de apoio ao empreendedorismo, através dos quais os produtores, comerciantes e outros agentes, micro pequenos e médios tiveram acesso ao crédito, em condições favoráveis, à formação e à informação. 

Quanto à formação e geração de conhecimento, o ministério apostou, de forma decisiva, no ensino a todos os níveis, como na investigação científica e na extensão rural, por constituírem pilares fundamentais para o desenvolvimento da actividade no país.

No ano que findou, as intensas chuvas, em algumas regiões, causaram prejuízos na plantação dos camponeses que trabalharam em zonas baixas, onde, além das inundações dos campos de cultivo, houve erosões, desgaste de terras e destruição das sementes. 

Para minimizar a situação causada pela estiagem e a cheias registadas no país, o executivo apoiou com a distribuição de s quantidades de sementes diversas, alimentos, adubos e material de trabalho às famílias camponesas, filiadas na Unaca-Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias de Angola.

Em termos de perspectivas, para 2013, o ministério prevê várias acções com vista à redução da carência alimentar e potenciar os agricultores para o aumento da produção nacional e garantir a auto-suficiência alimentar das famílias.

Está igualmente prevista, para Abril próximo, a construção de um entreposto frigorífico na província do Bengo, tendo em conta as grandes potencialidades agrícolas e pecuárias na região e a capacidade significativa dos produtores locais, cujos produtos carecem de um processo de conservação adequado, para o escoamento dos produtos aos mercados 

de consumo.

O entreposto frigorífico vai contribuir para revitalizar os sectores da agricultura e das pescas e aumentar a produção de pescado na região.