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31 Maio de 2013 | 21h57 - Actualizado em 03 Junho de 2013 | 10h14

Agricultura prevê atingir uma produção anual de 300 mil toneladas de algodão

Kwanza Sul

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Waku Kungo - Trezentas mil toneladas de produção anuais é a meta a atingir pelo programa nacional de revitalização da cultura do algodão promovido pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, disse hoje, sexta-feira, na cidade do Waku Kungo, o responsável do projecto, Domingos Nazaré.

Domingos Nazaré dissertou o tema: “Uma visão critica sobre a produção do algodão” no quadro do Fórum sobre o sector produtivo e empresarial que decorre desde hoje na cidade do Waku Kungo sob o lema: “Kwanza Sul na rota para o desenvolvimento sustentável”.

 O projecto, referiu, conta com a participação do sector público-privado, com o relançamento da cultura do algodão no Sumbe e do projecto agro-industrial da empresa África Sementes no domínio privado.

Desta cifra, 100 mil toneladas de fibra de algodão serão destinadas à indústria têxtil com vista ao seu relançamento e 200.000 toneladas de semente para a indústria de óleo alimentar, farinha de bagaço e ração animal.

 Constam dos objectivos do programa destinado ao desenvolvimento, a médio prazo, do sector agrário até 2017, garantir a substituição da importação de produtos têxteis, a partir do restabelecimento de toda a cadeia de valores algodoeiros, incluindo uma articulação, a longo prazo, com os planos e programas da industria têxtil.

O restabelecimento de um sector comercial agrícola e industrial forte capaz de impulsionar o desenvolvimento económico e social do país bem como a garantia da assistência técnica aos agricultores, através dos serviços de extensão rural e investigação agrária e a transferência de tecnologia por meio de uma estrutura institucional bem capacitada e motivada são os grandes desafios do sector têxtil nacional.

Esta medida contribuirá para o desenvolvimento rural, criação de empregos, renda e estancamento do fluxo migratório das áreas rurais para as cidades o que irá resultar numa maior segurança alimentar e elevação dos padrões de vida da população.

Para tal, acrescentou, a indústria do algodão deverá ser devidamente regulamentada em todos os segmentos da cadeia de produção, dentro dos princípios de preço de mercado livre que assegurem o melhor preço possível por quilo de fibra de algodão a ser pago aos agricultores.

Deve-se ainda promover o envolvimento dos diferentes actores da sociedade na produção, indústria e comércio do algodão, visando o

desenvolvimento do subsector, atribuindo mais valia e imprimindo maior desenvolvimento à sociedade angolana, em geral, e às comunidades locais em especial.

De acordo com Domingos Nazaré, o programa de revitalização da produção do algodão em Angola está alinhado com os objectivos centrais do programa de financiamento da cadeia produtiva de algodão do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) cuja estratégia privilegia o financiamento e desenvolvimento da sua cadeia produtiva e da indústria têxtil.

Neste quadrante, investimentos estão em curso na construção, reabilitação ou ampliação de infra-estruturas, na aquisição de meios e equipamentos industriais e agrícolas, aquisição de meios rolantes de apoio directo à produção de sementes, defensivos agrícolas, fertilizantes e demais inputs.

O Kwanza Sul possui um projecto de relançamento da cultura do algodão do Sumbe fruto de um acordo de cooperação assinado em 2005 com o governo sul coreano para o estabelecimento de um projecto de algodoeiro de irrigação.

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