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31 Janeiro de 2014 | 07h26 - Actualizado em 31 Janeiro de 2014 | 07h26

Projecto de fibra óptica Angola/Brasil terá investimento de cerca de 160 milhões de dólares

Rio de Janeiro (Do enviado especial) - Com um investimento de cerca de 160 milhões dólares, a "A Angola Cables" prevê inaugurar entre o final de 2015 e início de 2016 o primeiro sistema de fibra óptica transatlântico do Hemisfério Sul que ligará África à América do Sul.

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Segundo o presidente do Conselho Executivo da referida instituição, António Nunes, a companhia de telecomunicações Angola Cables  está a implantar o projecto de criação de um novo cabo submarino de fibra óptica que impulsionará o desenvolvimento das telecomunicações em África SACS (South Atlantic Cable System).

Com o SACS, a Angola Cables viabilizará ligações alternativas da África com os demais países e impulsionará as telecomunicações no continente.

António Nunes diz que África tem actualmente a maior taxa de crescimento de utilizadores de internet do mundo e o projecto posicionará Angola como um local estratégico para o sector de telecomunicações continental.

Já para o Brasil, de acordo com o responsável, as principais vantagens será a conectividade com a Ásia, as ligações directas a um dos hubs da África, facilitando o acesso a região, e também uma alternativa de ligação a Europa.

“A ideia deste projecto tem a ver com a evolução da demanda das telecomunicações, tanto em África como no Brasil, com a intenção estratégica de Angola em ser um hub regional de telecomunicações aliado a forte relação existente entre os governos do Brasil e de Angola.

António Nunes avançou que o governo brasileiro deu desde sempre todo o suporte no desenvolvimento do projeto.

“Essa ligação vai permitir um acesso mais rápido da América do Sul à Ásia, eliminando a passagem pela América do Norte e Europa, diminuindo a distância entre as bolsas de São Paulo e Hong Kong, o que pode ser bastante interessante para o mercado financeiro”, acrescenta.

O cabo, com sei mil quilómetros de extensão, será composto por quatro pares de fibra para ter uma capacidade de cerca de 40 Tbps, com larguras de banda de 100x100 Gbps em cada par de fibras, e conectará Luanda a Fortaleza (CE).

A escolha da capital cearense se deve ao percurso mais curto entre Angola e Brasil, permitindo que o cabo seja o mais curto possível e também por lá estarem conectados outros cabos das Américas. No entanto, os planos da Angola Cables no Brasil não se limitam a Fortaleza.

“Existem outras ligações com cidades brasileiras, pois a Angola Cables está inserida em outros projetos de cabos submarinos”, realçou.

Para reforçar a conexão entre África e América do Sul e tendo como lema o conceito da operadora “Unidos vamos longe”, a Angola Cables patrocina uma equipa, o Mussulo III que representa Angola na regata África do Sul/ Rio de Janeiro, que teve largada em 4 de Janeiro na cidade do Cabo (África do Sul) e encerra no dia 1 de Fevereiro.

A outra equipa Bille acidentou durante a prova no dia 5 deste mês em território sul-africano devido a fortes tempestades, provocando a morte imediata do velejador António Bartolomeu e ferimentos de outros tripulantes.

A participação da empresa nesta regata é uma forma de demonstrar que o SACS vai permitir que Angola e outros países africanos tenham uma nova perspectiva em relação as redes de telecomunicações mundiais, aumentando a capacidade e performance da comunicação.  

Assuntos Investimentos  

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