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13 Novembro de 2015 | 22h54 - Actualizado em 13 Novembro de 2015 | 20h57

Angola: Rentabilização do Atlântico Sul depende da integração económica

Luanda - O ex-primeiro ministro de Espanha, José Luís Rodrigues Zapatero afirmou hoje, em Luanda, que a região situada a Sul do oceano Atlântico se tornará mais rentável com uma integração económica e política e com a abertura das fronteiras económicas.

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Falando para jornalistas, à margem de uma conferência sobre “ O atlântico sul e a globalização”, Zapatero argumentou que a integração e o rompimento das barreiras económicas favorecem o comércio e o de desenvolvimento dos países.

Acrescentou que é necessário haver mais políticas públicas conjuntas, entre os países, especialmente em matérias de infra-estruturas e construção do território.

Disse também que se todos os países da zona criarem uma bolsa no Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ou entre os bancos de desenvolvimento serão mais fortes.

“A comunidade internacional, a ONU, os bancos de desenvolvimento valorizam muito os processos de integração, por isso eu encorajo o sul de África, o atlântico, a fachada atlântica, que têm uma grande facilidade, que se unam”, aconselhou o interlocutor que falou para a imprensa após dissertação de uma palestra.

Questionado sobre como seria possível fazer uma integração sendo que os países têm interesses divergentes, o também académico respondeu dizendo que tem de haver capacidade para superar as diferenças.

Em relação ao equilíbrio de interesse no mundo globalizado, já que existe o Bloco de Direita e de Esquerda que defendem interesses diferentes – sendo que o primeiro é mais pelo desenvolvimento da economia global e o outro pela partilha, o ex-primeiro ministro disse que o equilíbrio depende da capacidade civilizadora.

Disse ainda que para se manter o equilíbrio de interesse no mundo globalizado é necessário ser-se racional, não olhar para bandeiras, religiões, cor da pele, raças, coisas que na sua óptica têm pouca importância.

“ O mais importante no mundo globalizado são os direitos, a educação, a saúde e a cultura social, isto é que é o equilíbrio social”, sublinhou o também académico espanhol.

Para haver equilíbrio no mundo globalizado, o entrevistado destacou também a necessidade das grandes empresas serem mais comprometidas com a cooperação social. “A história da humanidade é uma história de avanços e gostaríamos que mais rápido o mundo avançasse”.

Disse ainda que em meio às discrepâncias de interesses no mundo globalizado os países mais desenvolvidos e os emergentes devem chegar a acordos e há uma cooperação porque isto é imposto pela globalização e esta não tem soberania.

José Luís Zapatero realçou que ninguém vai parar a globalização, entretanto haverá momentos dos países da esquerda (emergentes) e dos países da direita (desenvolvidos).

“ A direita só se importa em desenvolver a economia e não em repartir os ganhos “, acentuou  ele.

José Luís Rodrigues Zapatero está em Angola a convite do Centro de Estudos de Ciência Juridico- Económicas e Sociais da Universidade Agostinho Neto (Cejes UAN).

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