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16 Junho de 2015 | 19h18 - Actualizado em 16 Junho de 2015 | 19h18

Angola alberga reunião do Processo Kimberley

Luanda - Angola vai acolher, de 22 a 26 deste mês, em Luanda, a reunião de intercessão do Processo Kimberley (PK), um encontro que congrega mais de 200 delegados de 82 países e que se realiza todos os anos desde a sua fundação em 2003.

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Presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos

Foto: joaquina Bento

O encontro  de  Luanda   tem como o objectivo  fazer o balanço  das actividades  desenvolvidas  até ao momento,   e  preparar os assuntos a serem discutidos na reunião plenária  que terá lugar em Novembro próximo na capital do país  .

Entretanto,  sabe-se que  os membros  da organização vão  também  procurar nesta reunião  indicar o vice-presidente do  PK,   um  impasse  que opõe  o Dubai e a Austrália   desde   Novembro  de  2014  aquando  da reunião plenária realizada em  Guangzhou   (China ).

 A este propósito, o   presidente do  Processo  Kimberley,  Bernardo Campos,  disse  hoje, em Luanda , em conferência  de imprensa,  que nos primeiros  dias  da reunião  de intercessão a Austrália  vai  fazer um pronunciamento  sobre a  solução encontrada  para  se ultrapassar este impasse.

O presidente  do  PK  explicou a  propósito,  que  as regras  e procedimentos  da organização  dizem  que a presidência  é automática,  passa a presidente  o país  que exerceu  a vice–presidência   no ano em curso.   Entretanto, continuou,  a  presidência  é eleita,  existindo  a regra  de consenso,  o que quer  dizer  que,  caso exista  um elemento  dos   54 membros  que  compõem o PK  que não aceita,  há um bloqueio  total, sublinhou.

Informou que o  Dubai  apresentou  a sua candidatura  em Março do ano passado,  e em Outubro  a  Austrália  também candidatou-se.Na altura da eleição (11 a 14 de Novembro),   apesar  do exercício diplomático feito  nenhum  dos  países  retirou a sua candidatura .

“ Esse  bloqueio  entre os dois candidatos  impediu que houvesse uma solução para o avanço imediato de um dos países como vice- presidente para  o  PK 2015", disse Bernardo Campos.

Ao fazer o balanço do  trabalho  realizado por Angola  no primeiro semestre  deste ano , na qualidade  de  Presidente do Processo kimberley,   Bernardo  Campos  disse  ser  positivo,   a contar  pelo número de  acções  desenvolvidas  até  ao momento,   e  pelos resultados  que estão a ser obtidos.

Informou  que  no  cumprimento  do  programa  de  trabalho  de Angola   foi possível   desbloquear  a exportação  de  diamantes  ao nível da  Costa do Marfim (sob embargo há muitos  anos por causa do conflito armado) .

Em relação à República  Centro Africana,  disse,  foram  feitas  várias missões  de revisão  e visitas  que possibilitaram identificar condições favoráveis  (áreas sem conflito)  para  se retirar o embargo.  

Em relação à Venezuela ,  que se retirou do PK  em  2008, disse,   fruto de um grande trabalho realizado  pela  actual  presidência, este país vai finalmente  estar  presente  na reunião de intercessão  com uma delegação de alto nível.   Angola   foi solicitada para prestar assistência  técnica  à Venezuela  para  que este possa  reintegrar-se no PK.

Segundo Bernardo Campos, durante a reunião  a  Venezuela  vai apresentar o seu programa de trabalho  e posteriormente,  caso  o Executivo  Angolano  aceite  prestar  assistência técnica, decorrerão alguns meses de trabalho no âmbito desta prestação de serviço.

O Processo de Kimberley é um sistema de certificação internacional que regula o comércio de diamantes em bruto impedindo o fluxo de diamantes das zonas conflituosas e de guerra.

Angola preside  do Processo Kimberley  desde  Janeiro deste ano.

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