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25 Junho de 2015 | 18h42 - Actualizado em 26 Junho de 2015 | 08h32

Portugal: Mais de 80 sedes municipais terão acesso à energia até 2017

Lisboa - O presidente do Conselho de Administração do Instituto Regulador do Sector Eléctrico (IRSE), Luís Mourão da Silva, revelou, nesta quinta-feira, em Lisboa, que o Programa Nacional de Electrificação Rural vai garantir até 2017 o acesso à energia eléctrica a 86 sedes municipais e 124 sedes comunais do país.

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Luis Mourão da Silva - PCA do Instituto Regulador do sector de Electricidade - IRSE

Foto: Cedida

Ao intervir na Conferência de Energia para o Desenvolvimento da CPLP, na capital lisboeta, no painel dedicado às “Políticas Nacionais de Electrificação Rural”, Luís Mourão da Silva afirmou que o Programa Nacional de Electrificação Rural, integrado também em programas sociais de desenvolvimento, permitirá o incremento da produção agrícola nacional.

Para o período 2013/2017, no sector energético, no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), segundo Luís Mourão, o país contemplou cerca de 3,3 mil milhões de dólares para projectos destinados às energias renováveis e electrificação rural.

Sobre as perspectivas para a electrificação rural em Angola, apontou que entre 2010 e 2012 foram traçadas diversas políticas para potenciar a electrificação rural e as novas energias renováveis, estando, actualmente, o país “a gerir grandes projectos de infra-estruturas, para aproveitar os recursos hídricos, gás natural, eólico e solar”.

Defendeu o aproveitamento ao máximo do potencial hídrico do Rio Kwanza (Laúca e Caculo-Cabaça), da instalação das turbinas de ciclo combinado de gás, em parceria com Sonangol/Angola LNG, assim como a integração nacional dos sistemas de transporte e ligação internacional com Namíbia e do Congo Democrático.

Quanto ao contexto do mercado de energia eléctrica em Angola, afirmou que a entrada de novos operadores terá especial relevância para a electrificação rural, apontando ainda a nova Lei Geral da Electricidade “como mecanismo para a criação de condições para a electrificação rural, através do Fundo Nacional para a Electrificação Rural”.

Considerou ainda o acesso à electricidade como “a chave para o crescimento económico e o desenvolvimento do país, beneficiando o nível de qualidade de vida e o bem-estar da população e o desenvolvimento do comércio”.

Afirmando que Angola tem procurado duplicado a taxa de electrificação até 2025, apontou que “o executivo angolano estabeleceu um conjunto de objectivos estratégicos para o sector eléctrico, destacando-se como meta prioritária uma taxa de electrificação de 60 por cento até 2025, contra os actuais 33 por cento”.

Tendo ainda como objectivos estratégicos a melhoria da eficiência e a redução da subsidiação, referiu também que o país poderá quadruplicar a capacidade de produção dos actuais de 2000 para 9500 megawatts até 2025, assim como construir mais de 2500 quilómetros de linhas e subestações na rede de transportes, estabelecendo interligações internacionais.

Na Conferência de Energia para o Desenvolvimento da CPLP, terminada esta  quinta-feira, foram também abordados temas como “As Políticas Energéticas para o Século XXI”, “Hidrocarbonetos, Petróleo e Gás”, “Energias Renováveis nos Países da CPLP”, entre outros.

Assuntos Energia  

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