Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

18 Janeiro de 2017 | 12h01 - Actualizado em 18 Janeiro de 2017 | 11h59

Angola: Josefa Sacko quer profissionalismo na agricultura

Luanda - O profissionalismo na agricultura, com a inclusão da juventude africana, constitui grande oportunidade para a criação de empregos, micro, pequenas e médias empresas e redução da pobreza, afirmou, em Luanda, a candidata de Angola ao cargo de Comissário da União Africana para Economia Rural e Agricultura (pescas e ambiente), Josefa Sacko.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Josefa Sacko - Ex-secretária geral da Organização Inter-Africana do Café (arq)

Foto: Joaquina Bento

Segundo a candidata, que falava à Angop, o capital humano deve estar preparado para implementar as políticas e estratégias traçadas, por forma a atingir-se os objectivos traçados na Agenda 20/63.

A ex-secretária da Organização Inter-Africana do Café (Oiac), que apresentava a sua visão estratégica sobre o futuro da agricultura em África, disse ser necessário substituir a classe dos agricultores por nova geração.

Para si, nesse processo de mudança, a juventude deve ter um papel primordial a jogar em relação ao rumo pretendido para a nova agricultura em África.

"Os desafios são enormes. Nós estamos a ter um cume demográfico que temos que alimentar e o programa de segurança alimentar tem de ser garantido", expressou.

Acrecentou que, para tal, precisa-se de homens profissionalizados, para levar adiante todo este trabalho.

Defendeu que o profissionalismo comece pela base, sendo necessário profissionalizar os serviços de apoio à agricultura.

Sublinhou, a título de exemplo, que o país hoje tem problemas de falta de sementes, fertilizantes e tractores e, quando se fala em profissionalismo, está-se a dizer que há necessidade de capacitar os jovens, para serem os próprios produtores.

Referiu que a agricultura familiar é a base e o modelo mais representativo no Continente Africano.

Esta área, sustentou, precisa de muito apoio.

No seu entender, trata-se de um sector que deve ser visto como de produção rentável, que dá para vender, ter lucro, sobreviver, combater a pobreza e dar oportunidade de emprego.

Outro aspecto defendido pela ex-secretária da OIAC é a união dos africanos.

"Precisamos de estar unidos e falar a mesma língua; ter um programa agrícola comum e trabalhar juntos, apoiando os programas nacionais existentes em cada país", referiu.

Lembrou que 60 porcento do potencial de terras aráveis encontra-se no Continente Africano e por isso há que fazer da agricultura uma indústria activa ("pulmão económico de África").

Lembrou que perto de 70 porcento dos países africanos tem as suas economias baseadas na agricultura.

"Se tivermos a sorte de passar nestas eleições, durante os cinco anos do mandato temos que deixar legados sérios. Deixar os jovens empreendedores ter acesso à terra, ao seu negócio e ao crédito", pontualizou.

Para a candidata angolana, o comissário tem que ser uma pessoa proactiva, que deve ir ao encontro dos estados membros, para prestar serviço, ajudar, mobilizar fundos, entender as dificuldades e fazer o diagnóstico das situações.

Na sua opinião, a Agenda 20/63 pode ser cumprida com um trabalho por etapas, de cinco em cinco anos.

"Podemos olhar para esta agenda como um projecto de longo prazo", rematou a candidata angolana ao posto de Comissária para Economia Rural e Agricultura (pescas e ambiente) na União Africana.

Assuntos Agricultura   Angola   União Africana  

Leia também
  • 06/02/2019 11:23:48

    Camponeses mais capacitados sobre práticas agrícolas

    Mbanza Kongo - Noções que se prendem com a aplicação de adubos, densidade de sementeira, compasso e tamanho das estacas de mandioca, obtenção, selecção e cultivo em curvas de níveis para a protecção dos solos foram transmitidas a 572 camponeses na província do Zaire, no decorrer da primeira fase da campanha agrícola 2018/2019.

  • 02/02/2019 12:56:57

    Huíla: Caluquembe necessita de mais 50 técnicos agrícolas

    Caluquembe - O município de Caluquembe, a cerca de 193 quilómetros a norte do Lubango, província da Huíla, precisa de pelo menos 50 técnicos agrícolas para dar resposta às 225 associações e 50 cooperativas de camponeses nas comunas da Sede, Calepi e N'gola, que compreendem a circunscrição.

  • 02/02/2019 10:08:20

    Huíla: Caluquembe colhe 15 toneladas de café arábico em 2018

    Caluquembe - Quinze toneladas de café arábico foram colhidas no ano agrícola de 2018 no município de Caluquembe, província da Huíla, registando um aumento de mais sete toneladas em relação a 2017, anunciou hoje (sábado) o director local da Agricultura, Pecuária e Pescas, Eliseu José.

  • 31/01/2019 20:26:25

    Angola apresenta medidas para realização de negócios

    Luanda - O embaixador de Angola na Guiné-Bissau, Daniel Rosa, falou hoje, quinta-feira, em Bissau, sobre a qualidade de negócios e as medidas adoptadas pelo Executivo angolano para a sua realização no país.