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14 Novembro de 2017 | 20h08 - Actualizado em 14 Novembro de 2017 | 20h31

FMI dá boa nota ao plano intercalar do Governo

Luanda - O Fundo Monetário Internacional (FMI) congratulou-se hoje com as medidas do Governo angolano em continuar com o processo de consolidação fiscal, de adequar o nível de gasto às receitas e de adoptar um regime de taxa de câmbio mais flexível, medidas importantes para o processo de diversificação da economia.

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Delegação da 5ª Comissão da Assembleia Nacional

Foto: Lucas Neto

Ricardo Veloso, chefe da missão do FMI

Foto: Lucas Neto

Segundo chefe da Missão do FMI em África, Ricardo Velloso, que falava no final de um encontro com a 5ª comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, a delegação tomou boa nota do plano intercalar do Governo, que contém uma série de medidas, para estabilidade macroeconómica.

“O Governo angolano tem um plano intercalar, com uma série de medidas. Olhamos para este plano e tomamos muito boa nota do desejo e intenção do novo Governo, de continuar com o processo de consolidação fiscal, de ter o nível de gasto mais adequado a nível de receitas, de adoptar em algum momento um regime de taxa de câmbio mais flexível, que na nossa maneira de ver é muito importante para o processo de diversificação da economia”, afirmou.

Acrescentou ser um bom indicador as iniciativas que visam melhorar a gestão do país, pois a boa governação gera frutos, faz o melhor uso dos recursos que existe e gera mais crescimento económico.

Recomendou, por isso, ao Governo para continuar na direcção de melhorar e reforçar as instituições do país, tendo, entretanto, lembrado que Angola é um país membro do FMI e, como qualquer outro país, se fizer um pedido de assistência financeira será analisado com muito cuidado.

O responsável reiterou que até ao momento não foi feito um pedido de assistência financeira pelo governo angolano.

“O importante é que o FMI tem uma relação muito estreita com Angola, do ponto de vista de aconselhamento de políticas”, disse o chefe da missão na presença do presidente da 5ª comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, Diógenes de Oliveira.

Ricardo Velloso referiu que Angola ainda passa por um período difícil em que o ajuste aos preços mais baixos do petróleo continua e o crescimento económico não é o que o país almeja e merece, para gerar emprego para a sua população mais jovem.

Segundo o chefe da missão do FMI, a taxa de inflação ainda está alta e ser reduzida.

Assuntos Economia  

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