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14 Novembro de 2017 | 17h50 - Actualizado em 14 Novembro de 2017 | 17h50

Falta de cimento inviabiliza obras em Mbanza Kongo

Mbanza Kongo - A cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, regista há mais de uma semana, uma gritante falta de cimento no circuito comercial, obrigando a paralisação de diversas obras de construção civil.

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Cimento

Foto: Tarcisio Vilela

Numa ronda efectuada hoje, terça-feira, por diversos depósitos que comercializam o produto, nesta cidade, a equipa de reportagem da Angop verificou que os mesmos estão completamente vazios e encerrados.

Esta situação está a preocupar os munícipes engajados na construção de casa própria, tornando o seu sonho cada vez mais irrealizável.

Em algumas empreitadas foi visível o desânimo dos proprietários que se manifestaram agastados com a falta de cimento e sem esperanças para uma solução à vista a curto prazo.

Alguns citadinos, que falaram à Angop, queixaram-se de que, quando aparece, um saco de 50 quilogramas de cimento no mercado local chega a custar três mil Kwanzas, contra os mil e 250 Kwanzas praticados há três meses.

Para o agente de revenda do cimento, António Semedo, dificuldades encontradas na aquisição do produto a nível de Luanda está na base da falta deste produto nesta região, justificada pelo aumento da procura, fruto da paralisação da produção de outras cimenteiras a nível do país.

Ângela dos Santos, interlocutora, disse ter desistido, temporariamente, com o projecto da construção de um estabelecimento comercial, no bairro 11 de Novembro, zona da Bela Vista, por falta de cimento.

Segundo disse, só vai poder retomar com as obras tão logo a situação do abastecimento e do preço deste material de construção seja sanada.

“Quero ter meu próprio negócio, mas, com a situação actual do cimento, sou obrigada a adiar os meus projectos”, sublinhou.

Jacob Paleste, gerente de uma loja de venda de materiais de construção civil, no bairro 4 de Fevereiro, lamentou também a crise gerada em torno da paralisação de algumas cimenteiras no país, manifestando-se, entretanto, optimista numa solução a curto prazo desta problemática.

“Acredito que esta crise é passageira e nas próximas semanas poderemos voltar a ser reabastecidos de cimento a preço acessível”, augurou.

 

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Assuntos Obras   Província » Zaire  

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