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14 Novembro de 2017 | 18h58 - Actualizado em 14 Novembro de 2017 | 18h57

Guangde Internacional investe USD 100 milhões em rede industrial

Luanda - Cem milhões de dólares norte-americanos é o valor total do investimento efectuado desde 2006 até agora pela empresa Guangde Internacional em unidades fabris de mobiliário, colchões, chapas de zinco, caixas térmicas e no domínio da avicultura em Angola.

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A sociedade, constituída em 1999 por empresários chineses,  iniciou a sua actividade como importadora, mas em 2006, fruto da aceleração do crescimento económico e do aumento da demanda agregada de bens industriais, decidiu investir na produção local de bens que importava da China.

Situada no município de Cacuaco, em Luanda, a empresa é hoje uma das principais fornecedoras  de mobiliários, como cadeirões, no mercado nacional, segundo o principal gestor da companhia, Victor Alanan.

INDÚSTRIAS

Em entrevista à Angop, Victor Alanan disse que a unidade fabril mobiliária produz vários modelos de cadeirões assim como mobiliário para escritórios e de cozinha.

Em relação aos cadeirões, disse que a empresa tem uma capacidade para produzir 500 unidades/mês, que podem ser vendidos, o conjunto, a preços que vão de 200 mil a 500 mil kwanzas, a pronto ou por encomenda.

Quantos aos principais clientes da empresa, o gerente disse que distribuem para as lojas que comercializam mobiliário em Luanda e nas províncias do Huambo, Benguela, Kuando Kubango e Malanje.

Sobre a produção de colchões de mola, disse que fábricam 300 unidades/dia,de tamanho grande, médio e pequeno, que são vendidos a valores que variam entre 15 a 30 mil kwanzas.

Sobre a unidade fabril de chapas, a fonte disse que a empresa produz 300 mil unidades/mês. Explicou que fabricam chapas onduladas simples e chapas almofadadas para cobertura.

A respeito da produção de caixas térmicas, Victor Alanan informou que produzem diariamente 500 unidades.

A fábrica, de acordo com o empresário, produz igualmente tecto falso e  mil e 200 peças de molduras de esferovite para construção civil.

No domínio avícola, com 60 mil galinhas, estão a produzir 36 mil ovos/dia, mas esperam aumentar a produção logo que o mercado estiver estável.

EMPREGOS 

A Guangde Internacional emprega 600 trabalhadores, sendo que mais de 90 porcento são nacionais.

“A empresa reduziu significativamente o número de expatriados por força da crise e pelo facto do pessoal local estar a corresponder às expectativas da companhia”, explicou Victor Alanan.

Um dos beneficiários da oportuindade de emprego na companhia Guangde Internacional é Adelino Caliquenha. Um jovem de 22 anos, que trabalha há mais de três anos e ganha mais ou menos 800 kwanzas/dia, em função das horas de trabalho.

Adelino é costureiro e aprendeu a costurar cadeirões na empresa. Disse gostar do que faz, embora esperasse ganhar mais do que aufere hoje.

Outro trabalhador da empresa é Sabino Mário Bento, mestre estufador. Foi parar na instituição através de um amigo e faz cinco anos que exerce a actividade.

O operário tem 23 anos, trabalha  nove horas por dia  e ganha 25 mil kwanzas/mês, dependendo das horas de trabalho que diária.

Dentre os trabalhadores entrevistados está também o costureiro António Mário Sebastião, 22 anos. O trabalhador ganha entre mil e 500  a dois mil kwanzas/dia, gosta do trabalho mas disse estar insatisfeito com salário.

Os negócios da empresa são desenvolvidos num espaço de 45 hectares.

Assuntos Economia  

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